sexta-feira, outubro 13, 2017

BLADE RUNNER 2049

ENVOLVIMENTO ZERO

Existem filmes em que é tão comum elogios e hipérboles, que eu acabo ficando intimado a gostar de qualquer maneira.
Um desses é o "Blade Runner" de Ridley Scott, um filme de qualidades técnicas incríveis, mas frio e apático pra mim.  
E uma das características do diretor Dennis Villenueve é exatamente essa, suas produções são tecnicamente precisas e impecáveis, no entanto, no quesito emoção, envolvimento com os personagens e história é zero.
Quando soube que Villenueve comandaria a sequência de "Blade Runner", pensei que fosse o diretor ideal para o projeto, e ao assistir "2049", constatei.
É o típico produto em que soa inteligente, complicado, culto, mas não há alma e envolvimento emocional com nada.
Villenueve conseguiu superar a obra de Scott, que tinha ao menos uma cena linda no seu desfecho com Rutger Hauer, e trouxe uma obra asséptica, insuportável de acompanhar em sua longa duração de chatice.
Claro que haverá uma multidão enaltecendo o filme, assim como já existe o séquito de fãs que se maravilham com tudo o que Villenueve faz, se achando perpicazes por apreciar um produto aparentemente "dificil".
Ryan Gosling esta no piloto automático e distribuindo olhares de peixe morto como o agente K que descobre um segredo e blá blá blá.
 A certa altura ele encontra Harrison Ford e quando você pensa que o filme vai ter vida, não, continua morto.
Como já esperaria, os aspectos tecnicos são um deslumbre, fotografia, efeitos especiais e visuais, cenografia, som... tudo impecável.
O problema é o de sempre, envolvimento zero com o filme. 
Aí fica complicado apreciar as suas qualidades quando o diretor é uma geleira.
NOTA____ 2,0




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sexta-feira, outubro 06, 2017

UMA MULHER FANTÁSTICA

O ÚLTIMO ADEUS

A cena inicial de "Uma Mulher Fantástica" já tem todo o seu encanto,  as Cataratas do Iguaçu ao som de uma trilha sonora clássica que irá fazer todo sentido mais adiante.
Somos apresentados ao casal Marina (Daniela Vega, que esta... fantástica!) e  Orlando (Francisco Reyes), que depois de uma noite agradável a sós, o homem, um senhor, passa mal e morre logo a seguir.
Ela é transexual, e esse detalhe irá transparecer através de suspeitas de assassinato, preconceito entre os parentes do seu namorado e uma nada disfarçada falta de empatia de todos à ela.
O diretor Sebastian Lelio, segue adiante, acompanhando o calvário de Marina para se despedir do companheiro, entre humilhações e ameaças físicas.
Vencedor do Teddy Award no  Festival de Berlim, "Um Mulher Fantástica" trás à tona um assunto muito em voga atualmente, a transexualidade e a incapacidade de muitas pessoas em não compreender e fazer questão de nem tentar.
Apesar do drama latente da situação, o diretor não entrega um chororô digno de novelas bregas, existem cenas surrealistas que entregam o que se passa no interior de Marina muito bem apresentadas, e a própria não se entrega ao vitimismo, e encara de frente todos os percalços pelo caminho.
Daniela Vega também é transexual, e ninguém mais poderia transpôr com tanta naturalidade os receios que sua personagem enfrenta, é uma atuação repleta de nuances, nenhum exageros e , sem dúvidas, uma das melhores desse ano.
NOTA _8,5

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terça-feira, setembro 26, 2017

MÃE!

LONGES DO PARAÍSO

"O que é que esta acontecendo?", a personagem de Jennifer Lawrence, indaga ao seu marido, atônita, numa determinada cena e eu repetia pra mim mesmo, ao longo de "Mãe!", a mesma pergunta.
Afinal, o que diabos tinha acabado de assistir?
Sei bem que não fui o único a não entender muita coisa sobre o que Darren Aronofsky ( (dos excelentes Réquiem para um Sonho, Cisne Negro, O Lutador e do horrível Noé) estava querendo transmitir para nós público, mas uma coisa é inegável, ficar indiferente é praticamente impossível diante de "Mãe!".
Nem que seja ter raiva do diretor, ou achar que seu egocentrismo chegou às alturas, ou mesmo que o filme seja um exercício pretensioso, um daqueles produtos onde só o diretor entende.
Enfim, seja qual for o caso, aqui é um daqueles exemplos de filmes em que a experiência sensorial é garantida.
Jennifer Lawrence e Javier Barden, é um casal isolado, morando em um casarão majestoso, no meio do nada. 
A chegada de estranhos desestabiliza esse cenário idílico, e a partir de então, o antes paraíso vira um verdadeiro pandemônio.
Esse seria uma relato literal de "Mãe!", o mais óbvio. No entanto, nada começa a fazer sentido a medida que o filme avança, que se mostra uma mistura bem azeitada de David Lynch, Lars Von Trier e uma pitada de Roman Polanski. 
Mas essa confusão e desorientação, ( a qual o personagem de Lawrence também passa, junto conosco), é proposital, pois as metáforas e signos estão ali, a verdadeira história continua ali, numa sub camada que faz todo o sentido do mundo.
Eu tive que recorrer aos milhares de textos para entender "Mãe!" e fiquei assombrado de como é que estava tudo na minha frente e não vi de primeira.
Fora essa genialidade no roteiro, a estupenda atuação de Jennifer Lawrence já é bastante recompensadora, mesmo se você ficar sem entender nada, ou mesmo fazer uma outra interpretação (o meu caso, mas acho que o que havia especulado também esta implícito.)
Eu prefiro não levantar as teorias ,  ou fazer explicações. 
Façam como eu, assistam, façam suas interpretações e análises, leiam depois os depoimentos que o próprio diretor já deu, e preparem-se para ficarem embasbacados para o que "Mãe!" verdadeiramente é.
NOTA     9,0

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quarta-feira, setembro 06, 2017

IT: A COISA

TEM MEDO DO QUE?

Difícil manter as expectativas no controle em relação a "IT: A Coisa", ainda mais sendo eu, que já devorou o calhamaço de Stephen King e viu  a minissérie feita em 1990.
Contudo, sei que quando alguém entra na sintonia das histórias de King, geralmente o que se sai são trabalhos cinematográficos incríveis, mas preferi me controlar.
No seu desfecho, um sorriso de alívio (depois de tanta tensão) brotou na minha face e percebi que estava diante do melhor filme de terror de 2017.
Um ano que já tinha nos presenteados "Corra!", "Fragmentado", "Ao Cair da Noite", resolveu deixar a cereja do topo de um bolo assustador para o medonho Pennywise, o Palhaço Dançarino.
E o melhor, "IT: A Coisa", fez reviver em mim as mesmas sensações de quando li o livro na minha adolescência, reviveu os mesmos medos e angustias que o Clube dos Perdedores (Otários, no filme) passaram na cidade de Derry.
Palmas para o diretor argentino Andrés Muschietti, que soube captar a essência da história, não focando apenas no horror de haver uma criatura no seu encalço como Pennywise, mas de como pode ser assustadora a adolescência de qualquer um.
O palhaço é uma das ameaças que os garotos da cidadezinha vão ter que enfrentar, crescer não é fácil e causa medo. E Pennywise fareja seu medo.
Aliás, fiquei embasbacado com a atuação de Bill Skarsgard.
Uall, sua maneira de incorporar o vilão, o deixou infinitamente mais ameaçador que a versão de 1990. 
Qualquer sombra de dúvida que havia  em relação a sua atuação, desapareceu na cena do bueiro. 
O roteiro segue bem de perto da forma como King escreveu, mesclando a vida dos meninos as voltas com seus hormônios e problemas pessoais, e a inserção do palhaço vem aos poucos, nos fazendo entender que ele é apenas uma das ameaças diante de tantas que a cidade pode oferecer.
Achei acertadíssimo a história se passar no fim dos anos 80, já que "IT: A Coisa" tem o exato clima dos filmes dessa época, "Conta Comigo" é do mesmo universo de King, e é um dos que me fez lembrar constantemente, apesar de se passarem em anos diferentes.
Para os mais novos, "Stranger Things" pode vir a cabeça também, e as referências oitentistas nos detalhes e trilha sonora são mais um atrativo delicioso.
Também foi ótimo perceber que não deixaram de lado o desenvolvimento de cada integrante, incluindo a benditaa fruta Baveryl, a  única garota do grupo envolvida numa relação abusiva com o pai e muito bem interpretada por Sophia Lillis.
E preparam-se para se segurarem de tanto nervoso nas cenas que Pennywise aparece.
Tudo em "IT: A Coisa" funciona que é uma maravilha, assustador na medida certa , divertido quando tem que ser e emocionante sem ser piegas.
A decisão de dividir o filme foi outra escolha acertada, dando tempo de nos afeiçoar e desenvolver cada personagem, incluindo aí o palhaço, que ganhou camadas e detalhes assombrosos na atuação perfeita de Skarsgard.
Que seja algo recorrente entre as próximas produções de terror para o grande publíco,  por vezes esquecerem que quando há um bom roteiro em mãos, sustinhos manjados consecutívos não assustam de fato alguém.
Que venha o Capitulo 2.
NOTA_____ 9,0

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segunda-feira, agosto 28, 2017

BABY DRIVER

VELOCIDADE MÁXIMA

O início de "Baby Driver" pode parecer familiar. Quem assistiu "Drive", protagonizado por Ryan Gosling, vai ter uma sensação de 'déjá-vu' inicialmente, mas que logo passará.
É uma cena espetacular aparentemente sem cortes ritmada a trilha sonora, uma fuga eletrizante depois de um assalto.
Os dois filmes abrem com a mesma situação, no entanto, o desenrolar de ambos é completamente diferente.
Quem esta por trás de "Baby Driver" é Edgar Wright ( vejam ao menos o espetacular 'Scott Pilgrim contra o Mundo'), um diretor nerd cinéfilo que gosta de rechear de referências pop seus filmes, e é óbvio que "Drive" é uma delas. 
Mas sua pegada é com certeza mais cool.
Baby (Ansel Elgort) é o piloto de fuga oficial de um sujeito (Kevin Spacey, está ótimo) que espera ansiosamente pagar sua dívida e se livrar desse "emprego".
Mas será difícil se desvincilhar de pessoas como Buddy ( Jon Hamms que está idêntico ao Negan de "The Walking Dead") e Bats (Jamie Foxx), criaturas perigosas e ardilosas.
Eu estou preferindo me ater a esse resumo básico da trama , pois há inúmeras saborosas surpresas ao longo da história que será bem melhor saboreada assistindo.
Mas é bom saber que se inicialmente "Baby Driver" tem um ritmo ensolarado de aventura a lá 'Sessão da Tarde', seu segundo e (principalmente) terceiro ato engata uma velocidade mais obscura e violenta.
Eu esperava que o filme seguisse rumo a outro nível perto da sua conclusão, mas um 'happy end' fofo meio que brochou minhas expectativas de fechar com chave de ouro.
Aliás, é justamente a trama amorosa que se revela, na minha opinião, o ponto mais fraco de "Baby Driver". 
Mas entendo o seu propósito e não estraga o prazer de assistir, ainda mais com tantos atributos e acertos.
E um desses acertos é a trilha sonora,  inacreditável de boa, e é uma daquelas que faz você correr para procurar cada música e ouvir incansavelmente.
NOTA___ 8,5


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quinta-feira, agosto 17, 2017

VIDA

O MARCIANO

É difícil filmes de terror espaciais não terem influência de "Alien- O Oitavo Passageiro", e serem puramente originais. 
Talvez, seja por isso que "Vida"não tenta disfarçar o óbvio, e entrega uma ótima quase que homenagem ao clássico criado por Ridley Scott, sem deixar de ter sua própria particularidade.
O elenco também esta afiado e o diretor Daniel Espinosa esta claramente ciente do que esta fazendo, sem pretensões, "Vida" funciona que é uma beleza.
Aqui, astronautas capturam uma forma de vida marciana e descobrem, estupefatos, a rapidez de sua evolução.

Na Terra, o acontecimento de finalmente descobrirem uma forma de vida alienígena é comemorada, e todos se preparam pra voltar para o planeta como heróis.
Mas a curiosidade matou o gato, e as coisas saem completamente de controle quando tentam estimular a criatura, e é mais do que sabido que tudo virará uma carnificina.
O interessante aqui é perceber que, sem querer fazer algo revolucionário, "Vida" funciona justamente pela sensação de que já vimos isso antes. 
Seja pela batalha pela sobrevivência que a tripulação enfrentará ao enfrentar o alienígena ( que cresce absurdamente e é super ágil e perspicaz), seja pelo toque filosófico que por vez pode lembrar de leve "Gravidade" ou "Interestelar",
O fato é que tudo vai ser tornando claustrofóbico numa crescente, uma aflição que alcançara níveis espaciais lá perto da resolução.
E, novamente, é sempre bom assistir um filme de terror que não apresenta nenhum alívio no seu final, nos deixando completamente em pânico só de imaginar o que poderia acontecer, depois que os créditos finais sobem.
NOTA ____8,5

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quinta-feira, agosto 03, 2017

O RASTRO

SEM CONSTÂNCIA

Filme de terror feito no Brasil é um autêntico brasileiro, não desiste nunca.
 Por mais que tenhamos um ícone mundialmente conhecido como Zé do Caixão e seus filmes, terror feito aqui nunca mobilizou multidões a irem aos cinemas.
Mas acabam sempre surgindo produções, aqui e acolá, que ora são realmente interessantes, ora não são.
"O Rastro", esta no meio do caminho, muito por conta da sua instabilidade em criar uma atmosfera assustadora.
Diante do caos que é a saúde pública no Rio de Janeiro, um médico (Rafael Cardoso) tenta remover os pacientes de um hospital caindo aos pedaços. Uma das pacientes some, e é  seguindo as pistas para encontrá-la que ele vai se deparar por situações apavorantes.
"O Rastro" tem a favor o próprio ambiente onde se passa, o hospital que esta prestes a ser desativado, é sinistro. Vários alojamentos e salas mergulhadas na escuridão já dão um cagaço só de imaginar perambular por lá.
O cineasta J.C. Feyer, ainda por cima, filma cenas de deixar o coração sobressaltado, de deixar a gente alerta e amedrontado para o que possa acontecer.
No entanto, a falta de firmeza em manter a atmosfera apavorante e  não desenvolve-la, frusta demais.
Eu não sei se a ânsia em demostrar um desfecho mega surpreendente atrapalhou no ritmo de "O Rastro", ou se é o roteiro que teima em mostrar cenas absurdamente tensas para logo depois cenas que quebram completamente a tensão em que estávamos.
Se fosse algo gradual e essa tensão total explodisse no clímax, perto do desfecho, até que passaria a preguiçosa resolução do mistério da trama.
Tudo desanda num final tão sem graça que a ausência de constância em seu desenrolar fica ainda mais gritante. 
NOTA____ 6,0


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sábado, julho 22, 2017

AO CAIR DA NOITE

TERROR INTERNO

Para quem esta acostumado ao gênero de terror, sabe que há milhares de filmes pós-apocalipticos envolvendo uma pandemia mortal.
Na literatura, Stephen King explorou muito bem o assunto no tijolão "A Dança da Morte".
Então, à principio, "Ao Cair da Noite" pode não impressionar alguns pela similaridades aos demais filmes, o mundo indo as favas por conta de uma doença que cobre o mundo como uma mortalha, não é mais novidade.
Mas o diretor e roteirista Trey Edward Shults, consegue aos poucos nos retirar do lugar comum, nos envolvendo completamente pela competência de sua direção e roteiro.
Econômico nos personagens e diálogos, nos envolvemos ainda mais na situação que se encontra uma família isolada, morando numa cabana, envolta por uma floresta.
Apreensivos em não se contaminarem, qualquer ruído é motivo para ficarem alertas e a tensão é permanente e crescente até o final de deixar qualquer um sem fôlego.
A chegada de outra família é o estopim para que as situações degringolem para a tragédia, amplificando o clima de dúvida e terror que já estava instaurado.
"Ao Cair da Noite" faz parte dessa levada de produções que apostam na atmosfera de tensão e não nos sustos em si (a produtora é a mesma de "A Bruxa"), o terror é interno e nada explicito, os poucos momentos de sustos  vem da cabeça de um personagem, mais interiorizado impossível.
É preciso, no entanto, estar aberto para a proposta e se deixar levar pelas questões que  não haverão respostas diretas em "Ao Cair da Noite". 
O próprio expectador saírá perturbado e mexido depois de um desfecho tão pessimista, e esse é o melhor que um filme de terror \suspense pode fazer por você.
NOTA,___ 8,5

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segunda-feira, julho 10, 2017

MULHER MARAVILHA

NADA MARAVILHA

Antes de mais nada, sou um cinéfilo que sabe bem saparar o lado fã.
Ou seja, caso seja admirador de um livro ou um personagem que será adaptado para as telonas , acabo sempre avaliando o filme por si só e não deixo a minha paixão-nerd influenciar.
Eu já era fanzaço dos X-Men antes de se tornar um  filme lá em 2000, mas assisti sabendo separar  e que as coisas inevitávelmente seriam um pouco diferentes.
Então, eu também sempre gostei da Mulher-Maravilha e reparei nos discursos inflamados do pessoal elogiando exageradamente o filme, desconfiei pois a grande maioria eram apaixonados pela personagem e fanáticos por HQ há muito tempo.
Talvez,  a vontade de que  desse certo era tanta ( e depois de tantas bolas foras da DC como o horrível "Esquadrão Suicida"), que o pessoal só enxergou os pontos positivos de "Mulher-Maravilha" e deu uma maximizada danada.
Vamos ser francos, Gal Gadot pode ser linda, exuberante, gostosa e tal, mas que péssima atriz.
Argh, já fica difícil conseguir acompanhar a história com uma atuação tão capenga.
E quem ainda fica impressionado com cenas de ação em camêra lenta pela enésima vez?
Seguindo adiante com o filme, tudo piora consideravelmente quando o vilão-mor aparece. 
Acho que meus olhos se reviraram até a nuca com o desfecho tão brega depois da batalha entre heróina e vilão.

Claro que há momentos bons, "Mulher Maravilha" tem uma  química específica interessante que salva o filme do tédio e da banalidade. 
Cris Pine esbanja carisma e a parceria com Gal Gadot, resulta em momentos engraçados e singulares,  principalmente quando estão no cenário da guerra e deixa evidente que as características que os unem são as mesmas que os repelem.
Mas muito pouco para o pessoal se embasbacar e enaltecer o filme. 
Tudo bem que há de se comemorar uma cineasta (Patty Jenkins, a mesma de "Monster") comandando um blockbuster com uma heroína que tem seu séquito de fãs fies e apaixonados . Há muitos significados por trás disso e compreendo.
Mas achar que "Mulher Maravilha" é perfeito e... maravilhoso, já é demais.
NOTA____ 5,0

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segunda-feira, julho 03, 2017

ALIEN: COVENANT

DE VOLTA AO BÁSICO

Ridley Scott, pelo jeito, não se abala com criticas negativas a respeito dos novos filmes envolvendo a saga Alien.
"Prometheus" não agradou muita gente e, mesmo assim, o cineasta veterano realizou essa continuação e já anunciou  o próximo filme que  esta a caminho.
Ele pode seguir adiante, um cineasta dono de diversos sucessos, uma carreira sólida, pode se dar o luxo de obter fracassos seguidos e continuar por cima.
E um desses trunfos de sua carreira  é justamente o "Alien- O Oitavo Passageiro", que marcou época, dono de cenas icônicas ( quem não conhece o clássico alienzinho saindo das estranhas de John Hurt? ), ambientação claustrofobica e aterrorizante de assistir.
Quando o trailer de "Covenant" foi divulgado, parecia que o terror de outrora estaria de volta 
Mas não é bem isso o que acontece.
"Covenant", realmente tem um clima que se assemelha com o Alien original, cenas de suspense muito bem construídas e aflitivas.
No entanto, há um quê de "Promethues" em sua trama, questões filosóficas que esfriam a história, cenas anticlimáticas que engessam o andamento dos acontecimentos.
Outro fator que atrapalha é a falta de um personagem como a de Ripley (Sigourney Weaver), a mocinha da história é tão apática e frágil que fica impossível acreditar em alguma valentia quando a coisa esquenta.
A história em si é bem genérica e tem sabor de comida requentada, mas isso não compromete o resultado num todo.
A tripulação de uma nave explora um planeta muito parecido com a Terra e lá desperta a fúria dos aliens.
Quem se destaca de verdade é Michael Fassbender, dessa vez em dose dupla, sendo que uma versão tem ares de vilania.
Fico bem interessante.
"Alien: Covenant" é, de fato, bem melhor que seu antecessor, mas quem esperava algo parecido ou até melhor que o filme de 79, ficou só na vontade.
NOTA___ 7,5



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