sexta-feira, novembro 25, 2016

SOB A SOMBRA

SOB PRESSÃO

Um filme de horror feito no Irã é bem atípico e, que eu saiba, há poucas produções desse gênero feitos naqueles bandas.
E é esse diferencial que torna "Sob a Sombra" ainda mais interessante, já que seu roteiro e desenvolvimento por si só sustenta com excelência o interesse (e sustos).
Shideh (Narges Rashid)  esta sob pressão por tudo quanto é lado, não bastasse estar na iminência de um ataque de bombas mandadas pelo Iraque (o conflito entre os países durou anos), seu marido médico é convocado para ajudar os feridos longe da cidade onde vivem, Teerã.
No pequeno edifício onde vivem, os moradores aos poucos vão deixando a cidade pelo medo do bombardeio, deixando mãe e filha cada vez mais isoladas.
Nisso tudo, Dorsa (Avin Manshadi) começa a ouvir barulhos estranhos pela casa, a mãe à principio deduz que seja a imaginação fértil da garota, mas começa a perceber que algo maligno espreita a sua filha.

"Sob a Sombra" introduz a lenda dos Djinns, que é da mitologia árabe,  são espíritos ancestrais que no ocidente acabou conhecido como gênios.
Esqueçam aquele simpático mostrado no "Alladin", aqui as criaturas são maléficas, capazes de tornar a forma humana e a invisível.
Apesar dos efeitos serem modestos, não há nada feito nas coxas, a aparição das criaturas são assustadoras e bem simples tecnicamente (a cena sob o lençol é de arrepiar), bem longe do modo hollywoodiano de se tentar assustar .
O diretor Babak Anvari é alguém pra ficar de olho pois logo em sua primeira produção, conseguiu administrar muito bem o horror e o drama, sem pender ou salientar um lado, tornando "Sob a Sombra", um filme mais que recomendável.
NOTA______ 8,5
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terça-feira, novembro 15, 2016

DEMÔNIO DE NEON

BELEZA OCA

Sabe quando conhecemos alguém extremamente bonito mas por acaso, ao conversamos com a pessoa, percebemos um vazio nos seus argumentos, ou uma falta de conhecimento no geral pra desenvolver um bom papo?
Então, é mais ou menos isso que é "Demônio de Neon", um filme lindamente filmado por Nicolas Winding Refn ( de "Drive"), uma beleza de fotografia e planos brilhantemente planejados, no entanto, é completamente oco.
Assim como os personagens ao redor de Jessie (Elle Fanning, lindíssima ), que chega a Los Angeles para disputar o seu lugar ao sol na concorrida carreira de modelo.
Logo os olhos dos figurões da industria da moda a notam, e a inveja e disputa entre suas colegas de profissão se manifestam com intensidade.
As modelos plastificadas não só invejam Jessie, elas querem literalmente possuir a beleza virginal da garota.
"Demônio de Neon" é um filme muitíssimo estranho.  
E isso não chega a ser um elogio, nesse caso.  Há sim momentos incríveis e um clima soturno que me lembrou "Suspiria", uma obra-prima de Dario Argento.
Mas seu roteiro não se aprofunda em absolutamente nada, tudo é tão raso quanto as modelos caquéticas superficiais, uma decisão do diretor que preferiu privilegiar as imagens realmente acachapantes. 
O resultado é essa estranheza e  a indefinição no gênero, não chega a ser um terror, apesar de possuir um suspense pairando até  culminar em mais esquisitices lá perto do final.
É chocante particularmente a cena que envolve Jena Malone, mas esta completamente fora do tom do restante do filme, fora que Keanu Reeves esta horrível no seu pequeno e desnecessário papel.
Por fim, apesar dos pesares, não posso escrever aqui que "Demônio de Neon" seja ruim.
È um filme sensorial e quase hiptónico, e talvez, cada pessoa  terá sua particularidade em relação ao que assistiu (ou melhor, sentiu.)

NOTA_____ 8,0
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quarta-feira, novembro 09, 2016

ÁGUAS RASAS

ENCURRALADA

Depois que "Tubarão" fez o sucesso que fez, alguns filmes utilizaram o mesmo mote, sendo que poucos realmente são bons. 
Tirando do caminho o nonsense "Sharknado", ou mesmo o trash sem graça "Do Fundo do Mar",  destacaria duas produções pequenas que foram além da simples imitação do clássico de Steven Spielberg : "Mar Aberto" e "Perigo em Alto-Mar".
São duas pequenas joias que, se não são originais em sua estrutura, ao menos, inventivas no seu desenvolvimento.
"Águas Rasas" entra nesse seleto grupo e se não fosse o finalzinho feliz covarde, seria um dos melhores destaques dessa temporada.
Nancy (Blake Lively) chega à uma praia escondida no México que a principio parece um pedaço do céu. Paradisíaca e bucólica, ela logo se joga no mar e passa horas surfando.
Porém, um tubarão enorme a ataca, e encurralada, encontra abrigo numas rochas formada por corais que logo mais a maré alta vai encobrir.
O que fazer diante da situação?
Jaume Collet-Serra ( de "A Órfã") soube nos brindar com momentos de pura aflição (e de encanto também pelas lindos enquadramentos da paisagem) que a situação sugere,  extraindo desdobramentos cada vez mais absurdos mas que soam plausíveis pela atuação de Blake e a objetividade na direção de Jaume.
É aquela velha máxima dos bons suspenses, poucos personagens em circunstancias extremamente angustiantes.
"Águas Rasas" só não alcança voo mais alto (ou águas mais profundas) pelo final piegas e fora de tom. Nos dois filmes citados, seus desfechos são impactantes, assim como toda a produção. Do jeito que termina, fica realmente raso.
Mas até lá as unhas da mão e do pé foram obrigatoriamente roídas.
 NOTA ____8,0
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quinta-feira, outubro 27, 2016

O HOMEM NAS TREVAS

NEM UM PIO

Quando a refilmagem de "Evil Dead" foi anunciada eu, particularmente um fã do clássico do terror de Sam Raimi, não botava muita fé.
Mas não é que o que se viu não era tão ruim assim?
Na verdade,  o novo "Evil Dead " (ou se preferirem "A Morte do Demônio" como é conhecido aqui no Brasil), não é exatamente uma refilmagem quadro a quadro do original e sim uma reimaginação cheia de criatividade e tensão.
Quem estava por trás das câmeras era o uruguaiano Fede Alvarez, que mostrou que entendia do riscado. E eis que seu segundo filme chega.
"O Homem nas Trevas" é mais uma produção que contém  similaridades com outros recentes de terror, ou seja, poucos atores e uma situação claustrofóbica que vai se estendendo até seus nervos não aguentarem mais.
Três ladrões invadem a casa de um morador cego atrás de uma boa fortuna que resolveria a vida de cada um.
O cenário desolador é a de Detroit (a mesma de "Corrente do Mal"), com bairros fantasmas e casas e mais casas caindo aos pedaços.
O problema todo é que o homem cego (interpretado com fúria por Stephen Lang) não se mostra tão inocente como se imaginava.
A medida que tudo começa a piorar , o isolamento do local consegue maximizar a sensação de claustrofobia e medo.
Alvarez demonstra mais um vez suas habilidades por trás da câmera com cenas ótimas e de intenso nervosismo, como a que acontece no porão da casa, numa perseguição na escuridão onde o menor pio que se fizesse poderia ser mortal.
Como expliquei antes, a situação  lembra ótimos filmes recentes ("Rua Cloverfield, 10",  "Green Room", "Hush- A Morte Ouve"),  todos com elenco reduzido e tensão crescendo aos poucos num único ambiente. Se é uma tendência entre as produções do terror ainda não sei, no entanto, esta rendendo produções bem interessantes.
Portanto, é uma pena que algumas resoluções bregas apareçam lá perto do desfecho (a da joaninha realmente não pegou bem) e surpresas no roteiro que não me convenceram.
Mas não chega a atrapalhar os momentos altos de "O Homem nas Trevas" que, por sorte, estão em maioria.

NOTA____ 8,0
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sexta-feira, outubro 21, 2016

ELLE

INIMIGO ÍNTIMO

Uma coisa é certa, é impossível ficar indiferente ao assistir "Elle", o novo filme de Paul Verhoeven ( de "Instinto Selvagem", "Tropas Estelares" e tantos outros sucessos hollywoodianos), seja pela direção ou pela interpretação excelente de Isabelle Huppert. 
Ou talvez mesmo seja o roteiro que não cai no lugar comum, evita com destreza em cair em clichês e situações em que estamos acostumados ao nos deparar com os desdobramentos de uma atitude atroz.
Michéle (Hupert) é atacada e estuprada em sua casa, mas sua atitude logo após ao acontecimento causa estranheza por não condizer com o que todos nós esperariamos. 
Michéle não parece se comportar como vítima e nem parece ficar traumatizada, muito menos procura a polícia ou, à principio, relata a algum parente ou amigo o que ocorreu.
Ela segue com sua vida voltando ao trabalho , discutindo com o filho por conta da nora e sua mãe por conta do namorado jovem, vai ao médico às escondidas e compra armamento e gás de pimenta, mas tudo muito discreto e sem alarde.
O mais interessante nisso tudo é que a personagem desenvolve uma espécie de fetiche em meio as especulações de quem seria o sujeito mascarado que a violentou.
Entre vários possíveis suspeitos, Michéle se interessa pelo vizinho bonitão e prestativo, que a ele conta o passado que envolve o seu pai psicopata.
Como se é perceptivel, "Elle" é um suspense complexo de se resumir pela, justamente, complexidade da personagem e da obra em si.
Michéle não banca a tipica heroina sofredora e coitada, e sua aparente frieza constrata nos momentos de desejo sadomasoquista e fetichista com seu agressor.
É uma relação pra lá de usual e muito atipica em filmes que envolve estupro.
Por justamente evitar um desenrolar típico que "Elle" capta nossa atenção e somando- se a interpretação calculada de Isabelle Huppert, torna o filme quase perfeito.
Esse quase é pela sensação de que Verhoeven não soube a hora e como terminar seu filme, que vai se espichando desnecessariamente e completamente anti-climático.
Se tivesse um timing em sacar que não adiantava arrastar a história para até onde foi, "Elle" seria facilmente um dos melhores desse ano.


NOTA ____8,0
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segunda-feira, outubro 10, 2016

31

12 HORAS PARA SOBREVIVER

Rob Zombie não se cansa dessa sua carreira de cineasta e chega a "31", mais um filme ruim da sua filmografia equivocada. 
Pra quem ainda não sabe, Rob é músico e ficou mundialmente famoso pelo "White Zombie", sua extinta banda de metal.
Daí que resolveu fazer filmes de terror e foi um desastre atrás do outro, chegando ao cúmulo de refilmar "Halloween" de John Carpenter.
Não há nada em "31" em que não já vimos em dezenas de outras produções e o pior acontece, é um filme zero em sentir medo e aflição pelos personagens.
O roteiro também é genérico e se passa em 1976 quando uma turma riponga é sequestrada por um grupo de velhos (entre eles Malcom McDowell, pagando um mico) que os obrigam a tentar sobreviver as próximas horas de um grupo de palhaços dentro de um prédio abandonado.
Assim, sem mais nem menos.
O problema é que não há empatia alguma para com qualquer pessoa ali, o que nos faz torcer para que os palhaços matam cruelmente cada bicho-grilo chato.
E o que dizer para a sensação nula de perigo que a situação exige? 
Sorte maior teve Richard Blake com seu insano Doom-Head, o único que parece não estar no automático e realmente demonstra alguma  insanidade prestes a sair do controle.
Ele daria uma versão ainda mais sombria e lado B do Coringa.
Fora isso, "31" não empolga, não assusta, não cheira e nem fede.
 NOTA___ 2,0
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segunda-feira, setembro 26, 2016

AMORES URBANOS

OS TRÊS E A CIDADE

São Paulo é a cidade onde três jovens vivem suas aventuras e infortúnios. 
Júlia (Maria Laura Nogueira), esta sentindo pressão por todos os lados. A crise dos trinta anos bate à sua porta e ela não se vê satisfeita nem com sua vida amorosa e muito menos com a profissional.
Micaela (Renata Gaspar) também vive uma barra com seu relacionamento indefinido com Duda (Ana Cañas), que mais parece querer esconder do que assumir a relação.
Já Diego (Thiago Pethit) é obrigado a revisitar seu doloroso passado e também encarar o amadurecimento seu e a de um namoro.
"Amores Urbanos" , dirigido por Vera Egito (ela trabalhou em filmes de Heitor Dhália, mas como diretora é sua estreia), parece falar mais alto  com o pessoal na faixa etária dos personagens, uma identificação imediata que deixa o filme muito mais interessante de se acompanhar.
No entanto, não achei um filme feito direto para um público específico e sim palatável para qualquer um que se deixar levar por personagens cativantes e situações sem firulas.
É um filme que passa fluído, sem as amarras de cinema-cabeça indecifrável e pedante.
O que é admirável é São Paulo como cenário e de que forma a diretora soube aproveitar a cidade e suas calçadas, becos e a badalada vida noturna.
O foco são os três amigos, claro, mas a cidade é quase que um quarto integrante da história e a linda ultima cena não deixa dúvidas.
"Amores Urbanos" foca nos amores e desamores de três jovens, um hétero e dois homossexuais, mas é perceptível que ele quer ir além de vida amorosa e seus problemas, há uma critica da imensa pressão que é chegar a uma determinada idade e estar bem resolvido em todos os aspectos.
E é sempre bom saber  que ainda há personagens que "deram errado" pois os humaniza e os leva ainda mais para o nosso mundo real.
NOTA ____8,5
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sexta-feira, setembro 23, 2016

ZOOM

HISTÓRIA SEM FIM

"Zoom" é um filme ousado mas que ainda sim lembra diversos filmes com tramas paralelas que de alguma maneira se entrelaçam.
Dirigido pelo brasileiro Pedro Morelli e um elenco formado por estrangeiros e nacionais, o filme é um divertido passatempo que prende a atenção sobretudo pela sua forma de contar uma história dentro de uma história que esta dentro de outra história.
Uma delas é sobre Emma (Alison Pill) uma garota insatisfeita com seus seios pequenos e que deseja turbiná-los e claro, ostentá-los por aí. 
Ela desenha uma história em quadrinhos sobre um cineasta (Gael Garcia Bernal) que esta prestes a lançar seu novo filme e lida também com um probleminha que acontece com seu pênis: ele diminui drasticamente de tamanho.
O seu filme é sobre uma modelo (Mariana Ximenes) que decide ser escritora e vem ao Brasil para ter a inspiração que tanto deseja. Ela esta escrevendo sobre uma garota chamada Emma....
O enredo em que envolve o cineasta é o mais interessante de se assistir. 
Com a mesma técnica visual adotada em "Waking Life" e "O Homem Duplo" (a rotoscopia) de Richard Linklater, a trama é engraçada e ágil. 
E é curioso saber como um universo esbarrará com o outro em um momento do filme, trazendo originalidade na forma de demonstrar esse entrelace.
"Zoom" é desprentencioso e não há questões existenciais e sociais muito profundas.  
Talvez por essa falta de pretensão que seja tão agradável de se assistir.


NOTA ___8,5
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sexta-feira, setembro 09, 2016

AQUARIUS

O LAR DE CLARA


O burburinho que "O Som ao Redor" causou ao tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar, fora o artigo da New York Times onde um critico o colocou entre os melhores filmes realizados em 2012, ocasionou uma expectativa enorme em torno do próximo trabalho do cineasta Kleber Mendonça Filho.
A polêmica em torno de manifestações politicas e a eqivocada classificação 18 anos (agora 16 anos) colocou  "Aquarius" no centro da roda de várias discuções acaloradas e o hype só aumentou.
E "Aquarius" é realmente um filme que merece toda e total publicidade direta ou indireta, pois é uma daqueles filmes que mereciam um espaço maior e a atenção de um público que no geral, não se interessa muito em cinema de verdade, e sim apenas entretenimento.
Era bem possível que "Aquarius passasse batido em meio a diversas opções escapistas hollywoodianas e ganhasse apenas o pestigio de um nicho cinéfilo.
Que bom que não é isso que aconteceu.

Há tantos acertos no filme que é dificil saber por onde começar, mas talvez é melhor destacar logo de cara a atuação sensacional de Sonia Braga.
É ela a força motriz da trama, a única moradora de um edificio que esta condenado aos olhos da construtora e dos filhos.
Irredutivel, ela refuga a ideia de sair de seu lar, um lugar que evoca inumeras lembranças e, pelo que é mostrado, em cada canto, há inumeras histórias contida em cada objeto.
Kleber é inegavelmente um cineasta talentoso, aqui ele esbanja talento e técnica com seus ângulos e enquadramentos de câmera de encher os olhos, a soma disso é a energia solar de Sonia Braga, uma atuação magnética, terna e de diversos nuances. 
Fica praticamente impossível não se render a personagem.

Em "O Som ao Redor" os elementos de terror/suspense eram presentes e davam um ar de estranheza, em "Aquarius" existe uma permanente aura de ansiedade, uma sensação incômoda de que algo ruim possa acontecer, muito caracteristico dos melhores filmes de suspense.
E é esse recorrente estado de alerta que deixa "Aquarius" muitissimo mais interessante, não sobrepondo  as questões sociais no enredo que  já existiam na produção anterior.
Aliás, achei  "Aquarius" mais acessivel, com uma estrutura bem mais convencional, porém, os elementos oníricos, lúdicos, de terror (a cena da investigação do apartamento de cima é apavorante) e estranhezas estão lá, algo que já é marca do diretor.
Dono de um desfecho incrível, um elenco tinindo (Sonia é cercada por excelentes atores), uma direção e roteiro que são um primores, além da trilha sonora repleta de canções nostálgicas (Roberto Carlos, Taiguara, Queen) transforma "Aquarius" num belíssimo exemplo de cinema muito bem construido e o torna imprescidivel.
NOTA ____9,0
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domingo, agosto 28, 2016

INVOCAÇÃO DO MAL 2

FEIJÃO COM ARROZ

"Invocação do Mal" ganhou uma inevitável e previsível continuação depois do sucesso do primeiro exemplar e infelizmente , a mesma sensação de que estou assistindo uma repetição da repetição dos clichês dos filmes de terror se repetiu aqui.
Para o público geral, que não esta acostumado e nem assiste tantas produção do genero, o filme funciona , sustos não faltarão.
Para quem esta calejado, o feijão com arroz demonstrado mais uma vez pelo superestimado James Wan, irrita.
O casal Warren volta dessa vez em Londres, investigando uma família assombrada. Paralelamente, Lorraine Warren (Vera Farmiga) demonstra estar cansada do oficio e quer se aposentar, ainda mais depois de uma alucinação premonitória envolvendo o seu marido e uma freira do além.
O caso ficou bem conhecido da década de 70, como o Poltergeist de Enfield, com a mídia em torno da família e investigadores paranormais como Maurice Grosse tentando decifrar o que estava acontecendo.
Há milhares de fotos, videos, e áudios dos acontecimentos com a família, inclusive a "entidade" conversando atráves da garota Janet, que era a mais afetada.
É óbvio que "Invocação do Mal 2" não se preocupa em se ater ao que realmente ocorreu na época, pois é sabido que o casal Warren não se envolveu tanto assim no caso e que há provas de que algumas manifestações foram forjadas pelas crianças.
Mas falando unicamente sobre como ficou o filme, o resultado é bem decepcionante.
Wan entrega o mais do mesmo e exagera em vários aspectos. 
É preciso respeitar o silencio e construir uma boa atmosfera de opressão, coisa que não acontece aqui. A trilha sonora é irritante e não dá tregua em nenhum momento.
Há dois vilões, se é assim que podemos dizer, que são absolutamente desnecessários na trama. Um tosco Homem-Torto e uma freira que estão lá pra encherem linguiça.
Alguns sustos funcionam e há pontos positivos isolados, mas de uma maneira geral é completamente esquecível e por sorte, ficará na sua memória por meros  dois segundos. Produto pipoca dos mais rasos.
Pelo menos, "Invocação do Mal 2" oferece a oportunidade de pesquisar sobre o real caso Enfield, que são na sua maioria genuinamente assustadores.
NOTA____ 6,0
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