terça-feira, agosto 16, 2016

LOOKING: O FILME

DE VOLTA

Depois de duas temporadas, o seriado "Looking" da HBO foi cancelado e  para dar um ponto final no destino dos personagens, o diretor Andrew Haigh (de "Weekend" e "45 Anos") acertou em cheio nesse especial.
Sendo mais especifico, o filme funciona perfeitamente para quem nunca viu um episódio do seriado (eu, admito) e, para falar a verdade, os fatos no passado narrados pelos personagens só aumentou o meu interesse pela trama, pois só de imaginar como foi a ação até chegar à aquele presente me deixou mais  ligado a narrativa e roteiro.
Haigh já tinha entregado um belíssimo filme que é "45 Anos" e um bem mediano como é "Weekend", mas todos tem em comum esse cuidado com as palavras, com os diálogos e as lacunas que ficam ali.
Nas entrelinhas.
Depois de um período afastado, Patrick (Jonathan Groff) volta a São Francisco para o casamento dos amigos Agustin e Eddie.
Só que essa volta irá também reacender situações as quais ele havia fugido, e esse enfrentamento será o mote dessa estadia a cidade.
O reencontro com um ex-namorado, discussões e assimilações sobre a vida na conversa com os demais amigos, um envolvimento mal resolvido que parece voltar a toda força.
"Looking" traz uma bem-vinda cena gay sem aqueles clichês tristonhos que ainda perseguem a maioria dos filmes temáticos  GLBT, ou seja, nada de doenças ou tragédias as voltas com a sexualidade.
Esse tratamento de normalidade nas relações de cada personagem, sendo homossexuais a maioria, é que dá um  prazer em acompanhar os desdobramentos do roteiro.
E convenhamos, já estava mais que na hora de que alguma produção soubesse que homossexuais namoram, casam, transam, ficam solteiros, voltam a namorar, levam pé na bunda, ficam na fossa, erram, acertam... enfim, como qualquer um.
Sem grandes floreios narrativos, "Looking" deve funcionar para quem já curtia os episódios e funcionou perfeitamente pra mim que não acompanhava. 

NOTA___ 8,0
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quarta-feira, agosto 03, 2016

GREEN ROOM

INFERNO VERDE

The Ain't  Rights é uma banda punk que esta passando por um perrengue danado.  Vivem com alguns tostões furados e apresentações com zero de público.
A sorte parece mudar quando recebem o convite de tocarem numa birosca no meio de uma mata por alguns bem-vindos dólares. Mais do que costumam ganhar.
O fato do lugar ser frequentado por skinheads e neo-nazistas é deixado de lado, afinal, seria um mero detalhe diante de uma rara oportunidade.
Depois de uma nervosa apresentação,  Pat (Anton Yeltchin, que faleceu recentemente num acidente) presencia um assassinato e para acobertar , a equipe do lugar decide encarcerar a banda até decidirem o que irão fazer.
Durante uma confusão, a banda consegue se refugiar no camarim enquanto lá fora se torna um verdadeiro inferno quando Darcy (Patrick Stewart), o dono do estabelecimento e seus capangas farão de tudo para eliminá-los.
"Green Room", é um daqueles filmes em que a tensão vai aumentando pouco a pouco até você se sentir  sufocado e claustrofóbico diante da situação. 
O diretor Jeremy Saulnier demonstra um timing perfeito para nos sentir tão encurralados quanto os membros da banda. 
Quando tudo degringola para o puro desespero, não há receio em demonstrar que o perigo é real através de muito sangue e mortes sádicas.
Não há tempo para pensar muito, além do desejo de sair são e salvo do lugar.
Além das doses de tensão absoluta, "Green Room" possui uma trilha sonora roqueira das boas que irá agradar em cheio os fãs do gênero musical.
Suspense dos bons, o filme desperta a curiosidade de assistir os trabalhos anteriores de Saulnier e vislumbrar o que mais ele poderá fazer para testas os nossos nervos.
NOTA ____8,5 
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terça-feira, julho 12, 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ

OPOSTOS SE ATRAEM

"Como eu Era antes de Você" não é exatamente um filme romântico para suspirar fundo e isso é um grande alívio.
A trama lembra muito "Tudo por Amor" estrelado por Julia Roberts, no já longínquo 1991, naquela história, ela se apaixonava por um jovem rico sofrendo leucemia e a música tema era aquela famosa do Kenny G.
Graças a Deus, a pieguice daquele filme não surge aqui aos borbotões, e boa parte se concentra nas diferenças  de Louisa Clark (Emilia Clarke) e Will Traynor (Sam Claflin) que são os opostos em personalidade.
Ela se torna cuidadora dele que é cadeirante, e é engraçado acompanhar como essas discrepâncias vão sendo tratadas ao longo do filme.
Clark é alegria, solar e isso reflete nas roupas extravagantes que a moça adora vestir, já Traynor é escuridão, inconformação por sua situação.
É claro que os dois vão se entender e o roteiro de JoJo Moyes, que também é a autora do best-seller, não reserva muitas surpresas para o seu desfecho.

No entanto, é bacana perceber que "Como eu era antes de Você" tenta não cair no dramalhão novelesco ou nos clichês chatos melosos, investindo na química entre os personagens, ganhando a simpatia do público por um casal , digamos, diferente.
É claro que lá perto do final uma revelação vai tentar arrancar lágrimas da plateia a qualquer custo.
Em vão, pois  o tom do filme muda drasticamente e não dá tempo de "sentir" a perda de um dos personagens, sem contar que o assunto eutanásia é superficialmente tratado aqui.
Se conseguissem aprofundar no assunto , talvez naturalmente a comoção surgiria, mas não é o caso. 
"Como eu era antes de Você", se revela uma sessão da tarde inofensiva e é um passatempo que não vai aborrecer ninguém, bem longe da afetação de um outro filme baseado num best-seller: o sofrível "A Culpa é das Estrelas".
NOTA 7,0
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sábado, julho 02, 2016

DEMON

FESTA DE CASAMENTO

A morte por suicídio do diretor Marcin Wrona chamou a atenção e ajudou a "Demon" a ser conhecido antes de sua estreia de fato.
Aparentemente não há relações entre a tragédia e o filme, que não chega a ser um exemplo propriamente de terror e sim pintadas ali e acolá do sobrenatural. 
"Demon" é um filme bem esquisito e plateias afoitas por produções de fácil digestão certamente não irão gostar.
Tudo começa quando Piotr (Itay Tiran) descobre uma ossada bem perto do casarão antigo onde será realizado sua festa de casamento.
Perturbado com a descoberta e a cerimonia acontecendo, o rapaz começa a ter alucinações (ou não seria?) e a ter um comportamento pra lá de estranho.
A dedução é de que ele foi possuído.
Mas nada fica muito esclarecido e há mais perguntas que respostas em torno da origem da ossada e do que esta realmente acontecendo com Piotr (há uma vaga explicação a respeito de um fantasma do folclore judeu, o Dybbuk).
"Demon" é um filme que não se importa inclusive de misturar gêneros, há uma carga dramática bem presente e que predomina, além das situações engraçadas e constrangedoras envolvendo a família da noiva que fica o todo tempo desviando a atenção dos convidados para o que esta acontecendo.
Claro que o resultado não é convencional e "Demon" talvez deixará uma posta de insatisfação pelo desfecho completamente misterioso e abrupto.
O que dá pra notar claramente é o talento do diretor atrás das camêras com seus enquadramentos  e o dom de captar imagens belas e sinistras das paisagens da Polônia.
Esperaria com ansiedade seu próximo trabalho, pena esse ser o seu último.

NOTA ____7,5
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sexta-feira, junho 24, 2016

O EXPERIMENTO DE APRISIONAMENTO DE STANFORD

PRISÃO INVISÍVEL

Em 1971, o Professor Phillip Zimbaldo foi o principal idealizador de um experimento de aprisionamento, recrutando estudantes que durante duas semanas fingiriam ser prisioneiros e guardas, numa prisão ficticia.
O resultado não prosseguiu adiante pois em apenas seis dias , todos os envolvidos estavam emocionalmente instáveis, incluindo aí a equipe de Zimbaldo.
Em 2001, essa história deu origem ao filme alemão "O Experimento", que imaginou como seria se as duas semanas realmente tivessem acontecido. 
Esse já se baseia no livro de Zimbaldo, "O Efeito Lúcifer", que são relatos mais aprofundados do ocorrido e é nessa mesma profundidade que o filme acerta em cheio.
Se no filme de 2001, as agressões e submissões chegam a níveis desumanos sem levar em conta muito os perfis psicologicos dos personagens, aqui realmente podemos enxergar que estamos diante de personagens sem um traço de maniqueismo.
Apesar das humilhações que os prisioneiros sofrem pelos guardas, há um cuidado no filme em não simplificar e dividir os dois grupos de bonzinhos e malvados.
É bem complexo o tema, e o diretor Kyle Patrick Alvez soube não cair na tentação de apontar quem são os heróis e vilões ( o que poderia tornar uma cópia do filme alemão) e soube mostrar que os efeitos da experiência foi além de afetar somente os estudantes.

Afinal, basta vestimentas para nos tornamos aquilo o que vestimos? 
Mudamos nossa índole e carater por conta dos nossos personagens sociais?
O que fariamos se estivessos no lugar deles, seja guarda ou prisioneiro?
"O Experimento de Aprisionamento de Stanford" levanta muitas questões e complementa o que havia faltado no filme alemão, estofo no roteiro e personagens.

NOTA_____ 8,5
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sexta-feira, junho 10, 2016

DESAJUSTADOS

O VIRGEM DE 40 ANOS

Tão frio quanto deve ser a Islândia é o que acaba sendo "Desajustados" que acompanha a vida de Fúsi ( o ótimo e convincente Gunnar Jónsson), um homem com seus 40 e poucos anos, mora com a mãe idosa e tem uma timidez que o impede de interagir além da sua zona de conforto.
As coisas começam a mudar quando ele conhece uma mulher simpática nas aulas de dança country que o namorado da mãe quase que o intimou a fazer.
Ao mesmo tempo, uma garotinha nova da vizinhança também insiste em fazer amizade com o grandalhão, provocando suspeitas maldosas pelo pai dela.
O interessante em "Desajustados" é a discrepância entre a aparência física de Fúsi (que por ser enorme, poderia causar intimidação) com a falta de brio e ação em suas atitudes (no trabalho, ele é constantemente provocado por conta de sua virgindade, sem mover reações).
Lentamente, percebemos que , com essas duas pessoas entrando em sua vida, há chances de mudar de direção a esse barco sem leme que se tornou a sua rotina.
"Desajustados" é um daqueles filmes com personagens de amplas camadas, onde a primeira impressão não é o que condiz com o amago de cada um.
Contudo, senti uma frieza e apatia tamanha permeando cada milimetro do filme.
Ainda mais quando chegamos ao seu desfecho, ficando a sensação incomoda de  que o personagem principal não evoluiu, diante de tantas mudanças que o roteiro ensaiava nos mostrar.

NOTA ____6,0
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quinta-feira, junho 02, 2016

HOLIDAYS

BOAS FESTAS

Eu adoro antologias e não é de hoje. Mas é necessário saber que há bons exemplos (Creepshow, é um dos clássicos que nunca perde seu charme) e há horríveis também.
"Holidays" não se enquadra nem lá e nem cá.
A grande maioria de seus contos são bem medianos pra ruins, se salvando um ou dois.
Mas vale a pena ao menos aguentar a parte chata pra desfrutar das boas?
Eu diria que sim.
Aqui todos os contos tem relação com algum feriado, algo muito comum nas produções de terror slashers no começo dos anos 80.
E então vamos a eles:
Feliz Dia dos Namorados -  É a manjada história da garota esquisita que nutre uma paixão platônica pelo professor. Não gostei, pois além de lembrar muito "Carrie", tudo termina de uma maneira abrupta, sem impacto ou melhores explicações.

Feliz Dia de São Patricio - Uma dos piores segmentos é esse. Não há um roteiro propriamente dito, mas pelo que entendi, tem relações com lendas irlandesas em relação a comemoração dessa data que aqui no Brasil, não existe e fica ainda mais sem sentido.
Feliz Páscoa - Aqui, a lenda do Coelhinho da Páscoa é mostrada de forma bem interessante... e bem assustadora. Uma garotinha acaba flagrando o Coelhinho em sua casa durante a madrugada e se arrependerá amargamente.
Feliz Dia das Mães - O pior dos piores sobre uma mulher que engravida todo vez que trepa. Ela acaba indo parar numa seita no meio do deserto e ... argh! 
Feliz Dia dos Pais - Finalmente o melhor conto e o que justifica alguém assistir essa antologia. Uma mulher recebe uma fita cassete de seu pai que julgava estar desaparecido há muito tempo e na gravação, ele indica aonde pode ser encontrado. Passado e presente se misturam, num ótimo artificio que induz o expectador a trabalhar a sua imaginação. O desfecho é daqueles de te deixar assombrado.

Feliz Dia das Bruxas - Eu não sei o por quê do Kevin Smith insistir que agora é diretor de filmes de terror. Nada funciona nessa histórinha pra boi dormir sobre duas garotas vingativas.
Feliz Natal - Também não tem graça alguma esse que utiliza o Natal como pano de fundo quando um cara tenta comprar um presente super disputado para a sua família.
Feliz Ano-Novo - Lorenza Izzo ( Canibais, Bata antes de Entrar) esta virando figura carimbada em produções de terror. Nesse ela vira a próxima vitima de um assassino no reveillon.

"Holidays", portanto, não chega a ser um programa tão ruim se você levar em consideração dois episódios (o da Páscoa e o sensacional do Dia dos Pais) e esquecer dois bem ruins (São Patricio e Dia das Mães), o que sobra dá pra suportar numa boa.
NOTA ____6,5
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sábado, maio 14, 2016

RUA CLOVERFIELD, 10

NA CLAUSURA

"Rua Cloverfield, 10" é um ótimo suspense de clausura, aquela típica situação onde lá fora esta ruim, aqui dentro esta pior ainda.
Mas eu acho que quem nunca assistiu algo semelhante irá se divertir mais ainda.
Não que a existência de outros filmes  que tratam do mesmo tema  tire por completo a diversão deste, mas é óbvio que o impacto da novidade devido a semelhança meio que se esvai.
Para quem assistiu filmes  como "O Nevoeiro", "Ensaio sobre a Cegueira" e tantos outros, vai estar familiarizado com a situação aflitiva.
Outra coisa que vale ser ressaltada, não se trata exatamente de uma continuação de "Cloverfield" feito em 2008 ou mesmo um prequel, são filmes que utilizam talvez o mesmo universo ou pano de fundo, mas nem isso fica muito bem explicado.
O importante é saber que algo muito estranho acontece no planeta, e que 3 personagens se veem trancafiados em um banker.
O dono do lugar é Howard (John Goodman) que mescla candura e maluquice na mesma dose, um personagem que evoca a Annie Wilkes de  "Louca Obsessão", também brilhantemente interpretada por Katy Bates.
Já dá pra imaginar pra onde "Rua Cloverfield, 10" vai parar, com as desconfianças e paranoia que Howard provoca: afinal, ele é um maluco com o parafuso soltou que só diz bobagens para manter Michelle (Mary Elizabeth Winsted) e Emmet (John Gallagher Jr) prisioneiros?
"Rua Cloverfield, 10" vai responder todas as questões aos poucos e manterá qualquer um na beira da poltrona até o fim.
É uma pena que essa sensação de "já vi isso antes" permaneça durante o filme inteiro, no entanto, esta longe de tirar suas muitas qualidades.
NOTA ____8,0
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quinta-feira, maio 05, 2016

FLORESTA MALDITA

AOKIGAHARA

A Floresta Aokigahara tem uma fama sinistra, popularmente chamada de Floresta dos Suicidas, é lá que algumas pessoas escolhem para se matarem.
Era questão de tempo até alguém "usar" a história do local para algum filme e infelizmente, um deles resultou em algo muito fraco.
Não basta utilizarem as lendas de Aokigahara se a condução da trama é enfadonha, chata de assistir.
É a típica produção de terror feita para alcançar um público maior, repleta de clichês e situações já vistas em inúmeros filmes anteriores.
Sarah (Natalie Dormer) descobre que sua irmã gémea adentrou na floresta e chega ao Japão para revê-la, já que a sua intuição diz que ela ainda não se matou.
Descola um guia e começa a procurá-la, mesmo quando percebe que o lugar prega peças em quem tem coragem de se aventurar por lá.
Entre sustinhos manjados,  a trama se desenrola preguiçosamente, nunca querendo se aprofundar na atmosfera macabra que Aokigahara naturalmente reserva,  deixando a impressão que poderia chegar muito mais longe.
O resultado de "Floresta Maldita" é frustrante, assim como dez entre dez produções comerciais de terror que não se preocupam em fazer algo realmente assustador e interessante, e sim repetir velhos chavões e agradar os mesmos não fãs do gênero.
NOTA____ 2,0
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terça-feira, abril 26, 2016

AS MEMÓRIAS DE MARNIE

LAÇOS AFETIVOS

O Studio Ghibli não costuma nos decepcionar em relação a qualidade de suas produções e "As Memórias de Marnie" esta aí para comprovar essa recorrência.
A história é contada de uma maneira doce e que certamente agradará muito mais ao público feminino pelo teor ameno e delicado da trama.
Conhecemos Anna, uma jovem problemática com sérias dificuldades sociais que é enviada para uma cidade do interior para se recuperar de um problema de saúde e também respirar novos ares, afim de conhecer novas pessoas e socializar. 
Mas a garota é introvertida e a adaptação é difícil.
Tudo muda quando conhece Marnie.
Aos poucos, Anna se vê tão envolvida pelo laço de amizade com Marnie  que pouco importa as circunstancias estranhas que rondam a moradora de uma lugar à beira do rio que todos dizem ser assombrado.
E também é perceptível que o relacionamento das garotas em muitos momentos sugerem algo a mais que uma amizade, não fosse os desdobramentos que a história toma, poderia sim sair uma bela história de amor.
Mas "As Memórias de Marnie" flerta com o misticismo desde o inicio até assumir de vez esse tom quando é revelado o  segredo que conecta as duas meninas.
O que acaba importando é a evolução e transformação que acomete Anna ao conhecer Marnie, e o quanto esse relacionamento  ajuda conhecer mais a si.
"As Memórias de Marnie" pode sim exagerar no melodrama e por alguma vezes escorrega na pieguice,  mas nunca deixa de ser um belo e interessante (mais um) exemplar que o Studio Ghibli concede.
NOTA ____8,0
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