quarta-feira, setembro 06, 2017

IT: A COISA

TEM MEDO DO QUE?

Difícil manter as expectativas no controle em relação a "IT: A Coisa", ainda mais sendo eu, que já devorou o calhamaço de Stephen King e viu  a minissérie feita em 1990.
Contudo, sei que quando alguém entra na sintonia das histórias de King, geralmente o que se sai são trabalhos cinematográficos incríveis, mas preferi me controlar.
No seu desfecho, um sorriso de alívio (depois de tanta tensão) brotou na minha face e percebi que estava diante do melhor filme de terror de 2017.
Um ano que já tinha nos presenteados "Corra!", "Fragmentado", "Ao Cair da Noite", resolveu deixar a cereja do topo de um bolo assustador para o medonho Pennywise, o Palhaço Dançarino.
E o melhor, "IT: A Coisa", fez reviver em mim as mesmas sensações de quando li o livro na minha adolescência, reviveu os mesmos medos e angustias que o Clube dos Perdedores (Otários, no filme) passaram na cidade de Derry.
Palmas para o diretor argentino Andrés Muschietti, que soube captar a essência da história, não focando apenas no horror de haver uma criatura no seu encalço como Pennywise, mas de como pode ser assustadora a adolescência de qualquer um.
O palhaço é uma das ameaças que os garotos da cidadezinha vão ter que enfrentar, crescer não é fácil e causa medo. E Pennywise fareja seu medo.
Aliás, fiquei embasbacado com a atuação de Bill Skarsgard.
Uall, sua maneira de incorporar o vilão, o deixou infinitamente mais ameaçador que a versão de 1990. 
Qualquer sombra de dúvida que havia  em relação a sua atuação, desapareceu na cena do bueiro. 
O roteiro segue bem de perto da forma como King escreveu, mesclando a vida dos meninos as voltas com seus hormônios e problemas pessoais, e a inserção do palhaço vem aos poucos, nos fazendo entender que ele é apenas uma das ameaças diante de tantas que a cidade pode oferecer.
Achei acertadíssimo a história se passar no fim dos anos 80, já que "IT: A Coisa" tem o exato clima dos filmes dessa época, "Conta Comigo" é do mesmo universo de King, e é um dos que me fez lembrar constantemente, apesar de se passarem em anos diferentes.
Para os mais novos, "Stranger Things" pode vir a cabeça também, e as referências oitentistas nos detalhes e trilha sonora são mais um atrativo delicioso.
Também foi ótimo perceber que não deixaram de lado o desenvolvimento de cada integrante, incluindo a benditaa fruta Baveryl, a  única garota do grupo envolvida numa relação abusiva com o pai e muito bem interpretada por Sophia Lillis.
E preparam-se para se segurarem de tanto nervoso nas cenas que Pennywise aparece.
Tudo em "IT: A Coisa" funciona que é uma maravilha, assustador na medida certa , divertido quando tem que ser e emocionante sem ser piegas.
A decisão de dividir o filme foi outra escolha acertada, dando tempo de nos afeiçoar e desenvolver cada personagem, incluindo aí o palhaço, que ganhou camadas e detalhes assombrosos na atuação perfeita de Skarsgard.
Que seja algo recorrente entre as próximas produções de terror para o grande publíco,  por vezes esquecerem que quando há um bom roteiro em mãos, sustinhos manjados consecutívos não assustam de fato alguém.
Que venha o Capitulo 2.
NOTA_____ 9,0

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segunda-feira, agosto 28, 2017

BABY DRIVER

VELOCIDADE MÁXIMA

O início de "Baby Driver" pode parecer familiar. Quem assistiu "Drive", protagonizado por Ryan Gosling, vai ter uma sensação de 'déjá-vu' inicialmente, mas que logo passará.
É uma cena espetacular aparentemente sem cortes ritmada a trilha sonora, uma fuga eletrizante depois de um assalto.
Os dois filmes abrem com a mesma situação, no entanto, o desenrolar de ambos é completamente diferente.
Quem esta por trás de "Baby Driver" é Edgar Wright ( vejam ao menos o espetacular 'Scott Pilgrim contra o Mundo'), um diretor nerd cinéfilo que gosta de rechear de referências pop seus filmes, e é óbvio que "Drive" é uma delas. 
Mas sua pegada é com certeza mais cool.
Baby (Ansel Elgort) é o piloto de fuga oficial de um sujeito (Kevin Spacey, está ótimo) que espera ansiosamente pagar sua dívida e se livrar desse "emprego".
Mas será difícil se desvincilhar de pessoas como Buddy ( Jon Hamms que está idêntico ao Negan de "The Walking Dead") e Bats (Jamie Foxx), criaturas perigosas e ardilosas.
Eu estou preferindo me ater a esse resumo básico da trama , pois há inúmeras saborosas surpresas ao longo da história que será bem melhor saboreada assistindo.
Mas é bom saber que se inicialmente "Baby Driver" tem um ritmo ensolarado de aventura a lá 'Sessão da Tarde', seu segundo e (principalmente) terceiro ato engata uma velocidade mais obscura e violenta.
Eu esperava que o filme seguisse rumo a outro nível perto da sua conclusão, mas um 'happy end' fofo meio que brochou minhas expectativas de fechar com chave de ouro.
Aliás, é justamente a trama amorosa que se revela, na minha opinião, o ponto mais fraco de "Baby Driver". 
Mas entendo o seu propósito e não estraga o prazer de assistir, ainda mais com tantos atributos e acertos.
E um desses acertos é a trilha sonora,  inacreditável de boa, e é uma daquelas que faz você correr para procurar cada música e ouvir incansavelmente.
NOTA___ 8,5


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quinta-feira, agosto 17, 2017

VIDA

O MARCIANO

É difícil filmes de terror espaciais não terem influência de "Alien- O Oitavo Passageiro", e serem puramente originais. 
Talvez, seja por isso que "Vida"não tenta disfarçar o óbvio, e entrega uma ótima quase que homenagem ao clássico criado por Ridley Scott, sem deixar de ter sua própria particularidade.
O elenco também esta afiado e o diretor Daniel Espinosa esta claramente ciente do que esta fazendo, sem pretensões, "Vida" funciona que é uma beleza.
Aqui, astronautas capturam uma forma de vida marciana e descobrem, estupefatos, a rapidez de sua evolução.

Na Terra, o acontecimento de finalmente descobrirem uma forma de vida alienígena é comemorada, e todos se preparam pra voltar para o planeta como heróis.
Mas a curiosidade matou o gato, e as coisas saem completamente de controle quando tentam estimular a criatura, e é mais do que sabido que tudo virará uma carnificina.
O interessante aqui é perceber que, sem querer fazer algo revolucionário, "Vida" funciona justamente pela sensação de que já vimos isso antes. 
Seja pela batalha pela sobrevivência que a tripulação enfrentará ao enfrentar o alienígena ( que cresce absurdamente e é super ágil e perspicaz), seja pelo toque filosófico que por vez pode lembrar de leve "Gravidade" ou "Interestelar",
O fato é que tudo vai ser tornando claustrofóbico numa crescente, uma aflição que alcançara níveis espaciais lá perto da resolução.
E, novamente, é sempre bom assistir um filme de terror que não apresenta nenhum alívio no seu final, nos deixando completamente em pânico só de imaginar o que poderia acontecer, depois que os créditos finais sobem.
NOTA ____8,5

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quinta-feira, agosto 03, 2017

O RASTRO

SEM CONSTÂNCIA

Filme de terror feito no Brasil é um autêntico brasileiro, não desiste nunca.
 Por mais que tenhamos um ícone mundialmente conhecido como Zé do Caixão e seus filmes, terror feito aqui nunca mobilizou multidões a irem aos cinemas.
Mas acabam sempre surgindo produções, aqui e acolá, que ora são realmente interessantes, ora não são.
"O Rastro", esta no meio do caminho, muito por conta da sua instabilidade em criar uma atmosfera assustadora.
Diante do caos que é a saúde pública no Rio de Janeiro, um médico (Rafael Cardoso) tenta remover os pacientes de um hospital caindo aos pedaços. Uma das pacientes some, e é  seguindo as pistas para encontrá-la que ele vai se deparar por situações apavorantes.
"O Rastro" tem a favor o próprio ambiente onde se passa, o hospital que esta prestes a ser desativado, é sinistro. Vários alojamentos e salas mergulhadas na escuridão já dão um cagaço só de imaginar perambular por lá.
O cineasta J.C. Feyer, ainda por cima, filma cenas de deixar o coração sobressaltado, de deixar a gente alerta e amedrontado para o que possa acontecer.
No entanto, a falta de firmeza em manter a atmosfera apavorante e  não desenvolve-la, frusta demais.
Eu não sei se a ânsia em demostrar um desfecho mega surpreendente atrapalhou no ritmo de "O Rastro", ou se é o roteiro que teima em mostrar cenas absurdamente tensas para logo depois cenas que quebram completamente a tensão em que estávamos.
Se fosse algo gradual e essa tensão total explodisse no clímax, perto do desfecho, até que passaria a preguiçosa resolução do mistério da trama.
Tudo desanda num final tão sem graça que a ausência de constância em seu desenrolar fica ainda mais gritante. 
NOTA____ 6,0


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sábado, julho 22, 2017

AO CAIR DA NOITE

TERROR INTERNO

Para quem esta acostumado ao gênero de terror, sabe que há milhares de filmes pós-apocalipticos envolvendo uma pandemia mortal.
Na literatura, Stephen King explorou muito bem o assunto no tijolão "A Dança da Morte".
Então, à principio, "Ao Cair da Noite" pode não impressionar alguns pela similaridades aos demais filmes, o mundo indo as favas por conta de uma doença que cobre o mundo como uma mortalha, não é mais novidade.
Mas o diretor e roteirista Trey Edward Shults, consegue aos poucos nos retirar do lugar comum, nos envolvendo completamente pela competência de sua direção e roteiro.
Econômico nos personagens e diálogos, nos envolvemos ainda mais na situação que se encontra uma família isolada, morando numa cabana, envolta por uma floresta.
Apreensivos em não se contaminarem, qualquer ruído é motivo para ficarem alertas e a tensão é permanente e crescente até o final de deixar qualquer um sem fôlego.
A chegada de outra família é o estopim para que as situações degringolem para a tragédia, amplificando o clima de dúvida e terror que já estava instaurado.
"Ao Cair da Noite" faz parte dessa levada de produções que apostam na atmosfera de tensão e não nos sustos em si (a produtora é a mesma de "A Bruxa"), o terror é interno e nada explicito, os poucos momentos de sustos  vem da cabeça de um personagem, mais interiorizado impossível.
É preciso, no entanto, estar aberto para a proposta e se deixar levar pelas questões que  não haverão respostas diretas em "Ao Cair da Noite". 
O próprio expectador saírá perturbado e mexido depois de um desfecho tão pessimista, e esse é o melhor que um filme de terror \suspense pode fazer por você.
NOTA,___ 8,5

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segunda-feira, julho 10, 2017

MULHER MARAVILHA

NADA MARAVILHA

Antes de mais nada, sou um cinéfilo que sabe bem saparar o lado fã.
Ou seja, caso seja admirador de um livro ou um personagem que será adaptado para as telonas , acabo sempre avaliando o filme por si só e não deixo a minha paixão-nerd influenciar.
Eu já era fanzaço dos X-Men antes de se tornar um  filme lá em 2000, mas assisti sabendo separar  e que as coisas inevitávelmente seriam um pouco diferentes.
Então, eu também sempre gostei da Mulher-Maravilha e reparei nos discursos inflamados do pessoal elogiando exageradamente o filme, desconfiei pois a grande maioria eram apaixonados pela personagem e fanáticos por HQ há muito tempo.
Talvez,  a vontade de que  desse certo era tanta ( e depois de tantas bolas foras da DC como o horrível "Esquadrão Suicida"), que o pessoal só enxergou os pontos positivos de "Mulher-Maravilha" e deu uma maximizada danada.
Vamos ser francos, Gal Gadot pode ser linda, exuberante, gostosa e tal, mas que péssima atriz.
Argh, já fica difícil conseguir acompanhar a história com uma atuação tão capenga.
E quem ainda fica impressionado com cenas de ação em camêra lenta pela enésima vez?
Seguindo adiante com o filme, tudo piora consideravelmente quando o vilão-mor aparece. 
Acho que meus olhos se reviraram até a nuca com o desfecho tão brega depois da batalha entre heróina e vilão.

Claro que há momentos bons, "Mulher Maravilha" tem uma  química específica interessante que salva o filme do tédio e da banalidade. 
Cris Pine esbanja carisma e a parceria com Gal Gadot, resulta em momentos engraçados e singulares,  principalmente quando estão no cenário da guerra e deixa evidente que as características que os unem são as mesmas que os repelem.
Mas muito pouco para o pessoal se embasbacar e enaltecer o filme. 
Tudo bem que há de se comemorar uma cineasta (Patty Jenkins, a mesma de "Monster") comandando um blockbuster com uma heroína que tem seu séquito de fãs fies e apaixonados . Há muitos significados por trás disso e compreendo.
Mas achar que "Mulher Maravilha" é perfeito e... maravilhoso, já é demais.
NOTA____ 5,0

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segunda-feira, julho 03, 2017

ALIEN: COVENANT

DE VOLTA AO BÁSICO

Ridley Scott, pelo jeito, não se abala com criticas negativas a respeito dos novos filmes envolvendo a saga Alien.
"Prometheus" não agradou muita gente e, mesmo assim, o cineasta veterano realizou essa continuação e já anunciou  o próximo filme que  esta a caminho.
Ele pode seguir adiante, um cineasta dono de diversos sucessos, uma carreira sólida, pode se dar o luxo de obter fracassos seguidos e continuar por cima.
E um desses trunfos de sua carreira  é justamente o "Alien- O Oitavo Passageiro", que marcou época, dono de cenas icônicas ( quem não conhece o clássico alienzinho saindo das estranhas de John Hurt? ), ambientação claustrofobica e aterrorizante de assistir.
Quando o trailer de "Covenant" foi divulgado, parecia que o terror de outrora estaria de volta 
Mas não é bem isso o que acontece.
"Covenant", realmente tem um clima que se assemelha com o Alien original, cenas de suspense muito bem construídas e aflitivas.
No entanto, há um quê de "Promethues" em sua trama, questões filosóficas que esfriam a história, cenas anticlimáticas que engessam o andamento dos acontecimentos.
Outro fator que atrapalha é a falta de um personagem como a de Ripley (Sigourney Weaver), a mocinha da história é tão apática e frágil que fica impossível acreditar em alguma valentia quando a coisa esquenta.
A história em si é bem genérica e tem sabor de comida requentada, mas isso não compromete o resultado num todo.
A tripulação de uma nave explora um planeta muito parecido com a Terra e lá desperta a fúria dos aliens.
Quem se destaca de verdade é Michael Fassbender, dessa vez em dose dupla, sendo que uma versão tem ares de vilania.
Fico bem interessante.
"Alien: Covenant" é, de fato, bem melhor que seu antecessor, mas quem esperava algo parecido ou até melhor que o filme de 79, ficou só na vontade.
NOTA___ 7,5



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sexta-feira, junho 16, 2017

A CABANA

CONVERSANDO COM DEUS

Eu quase nunca acabo gostando de filmes com teor religioso. 
Não por preconceito ao tema, mas por que sempre falham como cinema, unicamente por mais interessados em repercutir a palavra do que contar uma boa história.
É sempre o que importa pra mim, no fim das contas, uma boa história sendo contada.
"A Cabana", não é um filme exatamente destinado a religiosos ou grupos específicos (evangélicos, espíritas ou católicos, ou que seja) e isso ele já tem um ponto a favor.
Mais cinematográfico e preocupado com aspectos técnicos , "A Cabana" se livra em estar na mesma categoria de produções imensamente ruins a lá "Deus não está Morto".
Na trama, Mack (Sam Worthington, meio sumido depois de "Avatar") é um sujeito que carrega um fardo de sentimentos ruins depois que uma tragédia familiar o abate.
Após um bilhete misterioso, ele resolve voltar ao lugar onde ocorreu o crime.
É a deixa para Deus (Octavia Spencer) travar diálogos e confrontar Mack.
"A Cabana" possui um curioso artifício no roteiro, afinal, quem nunca se perguntou aonde estava Deus quando coisas terríveis aconteciam? 
A resposta que o filme tenta dar, pode servir como autoajuda ou depertar a curiosidade de como ela será respondida, depende muito de quem estará para assistir.
É uma pena, porém, que tudo desanda para a pura pieguice.
Diálogos sofríveis do mais alto teor brega que se possa imaginar e a atuação do protagonista não ajuda em nada.
A participação de Alice Braga é, infelizmente, uma das passagens mais chatas de se assistir, podendo ser encurtada ou eliminada de vez.
Aliás, bem que "A Cabana" poderia ter vários minutos a menos.
Não é a desgraça que eu previa, mas também não justifica o sucesso que esta fazendo nos cinemas.
NOTA____ 5,0


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segunda-feira, junho 05, 2017

THE DARK TAPES

AS FITAS SOMBRIAS

As antologias parecem que ainda não perderam o seu espaço no gênero terror e continuam sendo feitas, no entanto, o nível da qualidade já são outros quinhentos.
"The Dark Tapes",  reune alguns contos de terror sob a perspectiva do 'found footage', ou seja, nada que a série"V/H/S" já não tivesse feito e de uma maneira bem melhor.
Então vamos avaliar uma por uma:

Fita 1 - Capturando um Demônio =  O primeiro curta possui um grande erro, decidiram dividi-lo em três partes ao longo do filme. Um grupo de pesquisadores tenta seguir em frente com um experimento, o objetivo é capturar uma criatura que aparece quando estamos dormindo. Ou algo assim já que o roteiro é confuso e a divisão de cenas piora mais ainda as coisas.
Fita 2 - Os Caçadores e a Caça =  Um casal é perturbado por barulhos e aparições numa casa que acabaram de se mudar. Resolvem chamar caçadores de fantasmas para descobrirem quem assombra o local. Pode parecer muito com "Atividade Paranormal ", à prinicipio, mas tem um ótimo desfecho que me deixou incrédulo.
Gostei!

Fita 3 - CamGirls =  Duas garotas ganham a vida fazendo apresentações eróticas na webcam. Elas acabam escolhendo um dos seus clientes para fazer algo especial. Esse episódio é bem estapafúrdio e dificil de engolir, no entanto, mantem o seu interesse até o final.
Fita 4 - A Vingança de Amanda =  A Amanda do título esta querendo provar que seres extraterrestres a capturam toda noite. Para isso, elabora uma emboscada para que esse abuso pare de vez. É outro segmento confuso, sem foco e que atira pra tudo quanto é lado. Infelizmente não acerta em nada.
E chegamos ao fim com a apresentação da última parte da Fita 1 que encerra de uma maneira muito ruim, um filme com apenas uma história realmente interessante.
NOTA___ 4,0


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segunda-feira, maio 22, 2017

NINA

O QUE ACONTECEU, MISS SIMONE?

"Nina", a cine biografia da cantora Nina Simone, nem tinha estreado e já recebia uma avalanche de criticas a respeito da caracterização de Zoe Saldana no personagem-título.
Dentre as acusações, criticaram a maquiagem que escureceu a pele da atriz, uma amostra velada da controversa "black face" exalar racismo, lembrando a época de quando atores brancos pintavam a cara de tinta preta para interpretar personagens negros.
Houve também gente criticando o roteiro, alegando fatos que não aconteceram e situações modificadas sem consulta prévia da família da cantora.
Enfim, não bastasse todas as negativas , "Nina" já meio que estreou eclipsado pelo maravilhoso documentário feito pela Netflix também sobre a cantora, "What happened, Miss Simone?".
Realmente a maquiagem e as próteses em Zoe Saldana causa um baita estranhamento, fiquei com a impressão que a pele do seu rosto estava mais escura que a do corpo inteiro.
Mas tive que reconhecer o esforço que a atriz empenha para parecer natural como Nina Simone, incorporando seus trejeitos e sua personalidade temperamental.
A atriz cantando e tocando no piano, lançando olhares para a plateia do jeito que Nina fazia, me fez esquecer por um tempo toda a polêmica envolvida.
Achei certo a diretora Cynthia Mort não retratar toda a vida da cantora e se concentrar num período especifico e complicado de sua carreira. Período em que passa na França, depois de Nina amargar um quase ostracismo.
Mas o filme tem muitos problemas, a começar por omitir e\ou não se aprofundar em muitas questões sobre a personalidade de Nina e o seu real significado de sua presença como cantora, negra, ativista numa época  conturbada.
Mas pra isso existe o documentário e esse sim é impecável.
NOTA ____6,0

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