domingo, março 26, 2017

FRAGMENTADO

OUTROS DE MIM

Em "A Visita", M. Night Shyamalan já tinha dado sinais claros da sua volta aos bons filmes.
Os  gloriosos tempos de "O Sexto Sentido", "Corpo Fechado", "Sinais" e  (por quê não?) "A Vila" voltaram de vez agora com "Fragmentado"?
Felizmente é sim!
É um comeback dos mais notáveis e seguramente ficará  entre as melhores estréias desse ano.
Conhecemos Kevin (James McAvoy, incrivelmente brilhante!), um sujeito com múltiplas personalidades que sequestra um trio de garotas. Uma delas (Anya Taylor-Joy, outra que está ótima) percebe o distúrbio do rapaz e tenta manipular uma de suas personalidades para escapar do cativeiro.
Ao mesmo tempo, a psicóloga de Kevin (Betty Buckley) acaba confrontando com seu paciente, o que a  levará a uma chocante revelação.
"Fragmentado" é muito mais do que pode deflagrar o seu trailer, sua sinopse ou uma resenha. Shyamalan caprichou no roteiro e mesmo não tendo uma "grande reviravolta" há um todo cuidado com o desenvolvimento dos diálogos e de seus personagens. 
O que também dá pra sacar é o quanto o cineasta mudou sua forma de dirigir um filme, abandonou os takes de câmera de produções de arte e decidiu utilizar as menos complexas mas sem deixar por completo suas características mais marcantes.
Talvez para não houver distrações e ficarmos completamente imersos na história que estamos acompanhando.
E "Fragmentado" possui um enredo poderoso e envolvente assim como a atuação acachapante de James McAvoy que merece cada elogio que esta recebendo da crítica e público.
É de deixar o queixo caído o quanto o ator se entrega corporalmente, fisicamente e psicologicamente a esse personagem e não me surpreenderia as merecidas indicações futuras a melhor ator nos festivais.

Eu espero realmente que Shyamalan pega no tranco de vez e permaneça nessa vibração agora que ele encontrou novamente o caminho para entregar filmes interessantes. 
E se o desfecho insinua algo, esse algo é de deixar água na boca.
NOTA ____9,0

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sábado, março 18, 2017

MANCHESTER À BEIRA-MAR

A VIDA CONTINUA

A atuação de Casey Affleck rendeu um enxurrada de prêmios ao ator , incluindo o desejado e disputado Oscar desse ano. 
Mas será que não foi um exagero essa laureação toda?
"Manchester à Beira-Mar" possui um personagem complexo de se enfrentar, subcamadas de dor e de luto mal resolvido, fico imaginando a dificuldade de dar vida a uma pessoa assim, assimilando trejeitos e vozes para compor um Lee Chandler.
E Casey consegue nos distanciar completamente de que há um ator ali por vários momentos.
Sorte também do filme ser ótimo de assistir, pois logo no seu inicio você se sente submerso na história, vivenciando as dores do cotidiano de Lee e seus familiares numa cidade gélida e nada convidativa ( e ainda sim estranhamente bela).  
Após receber a noticia da morte do irmão, Chandler volta a Manchester  para cuidar do processo burocrático do enterro e se deparar com alguns fantasmas do passado.
Um deles é a ex esposa (Michelle Willians) e também seu sobrinho (Lucas Hedges) que vão ajudar a reascender lembranças que aquela cidade acaba trazendo.
"Manchester à Beira-Mar" é o caso de filme que fica difícil se aprofundar numa sinopse ou mesmo numa resenha pois acompanha-lo e descobrir seus nuances no roteiro é infinitamente melhor. 
Mas poderia dizer que o nível de interpretações aqui é de um patamar altíssimo o que ajuda a sentir empatia por qualquer um dos personagens, além de que, nunca sentimos que o sentimentalismo toma conta do filme, o que é ótimo já que pelo teor dramático um diretor afetado logo usaria o golpe baixo da pieguice novelesca.
E não há nada piegas aqui, "Manchester à Beira-Mar" pode te deixar na bad sim, mas uma bad cinematográfica linda de se sentir.

NOTA ___8,5

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segunda-feira, março 06, 2017

LOGAN

CANTO DO CISNE

É impossível não fazer uma recapitulação de Wolverine nos cinemas, desde lá, em 2000 quando surgiu em "X-Men". 
Lembro bem da estreia e repercussão que o filme acabou ganhando, foi o abre-alas para outras aventuras baseadas em HQ, corajoso a dar a cara para bater  numa época em que ninguém queria se arriscar  depois de alguns fracassos retumbantes.
Wolverine acabou se destacando, ficou imensamente popular e Hugh Jackman idem.
Eis que as produções solos surgiram e a primeira foi uma tremenda furada, "X-Men Origens" era ruim de doer, depois com "Imortal" a coisa melhorou um tantinho.
Mas nada que se compara a "Logan", aqui é um choque você presenciar personagens queridos que você acompanhou ao longo dos anos, definhando e moribundos.
Além da decadência, há outro choque, a violência finalmente esta presente em Logan. 
Sabemos que o sangue nunca foi jorrado como deveria na telona, seu personagem foi atenuado com sua adaptação cinematográfica ao ponto de crianças idolatrarem.
"Logan" deixa bem claro que quer um público adulto, nada das fantasiadas dos Vingadores recheada de piadinhas e tela mega colorida de efeitos especias.
Estamos diante de um drama (ótimo, diga-se de passagem) que por acaso há cenas de ação e violência. 
Sempre tive a impressão que a maioria dos filmes baseados em HQ eram displicentes nessa questão, os efeitos e a diversão era supervalorizados mas os conflitos dramáticos eram deixados completamente de lado.
Evidente que não são todos, mas vejam só os dois "Vingadores", que me dá bocejos quando as cenas triviais de ação não acontecem. Tudo é muito superficial, raso mesmo.
Nada em "Logan" esta na superfície, e o aprofundamento e questionamentos abordados são muito interessantes, as cenas de perseguição e pancadaria também funcionam perfeitamente.
Professor Xavier (Patrick Stewart ), Wolverine e X-23 (Dafne Keen, revelação impressionante) formam uma família disfuncional em busca de um refúgio que sabe se lá existe realmente.
Nesse caminho,  morte, velhice, o canto do cisne dos personagens são encarados duramente por eles e por nós.
É um desfecho honroso, emocionante e... esperançoso.
NOTA____ 8,5






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quarta-feira, fevereiro 22, 2017

MOONLIGHT

THUG LIFE

É louvável o quanto "Moonlight" se esforça para apresentar personagens fora do estereótipo pré-concebidos no cinema. Para ser mais claro, qual foi da última vez em que algum filme apresentou a questão da homossexualidade à algum personagem negro?
No entanto, não é o caso do filme que foge completamente de clichês, inclusive sua estrutura narrativa também não é original, lembrando por vezes,  o excepcional "Boyhood".
O diretor Barry Jenkins soube trabalhar o valioso material que tinha em mãos, e embora o resultado não seja o às da originalidade, "Moonlight" acaba se mostrando algo muito reflexivo, sensível, contrapondo com o modo 'thug life' extremamente machista e másculo que geralmente envolve personagens negros e à margem da sociedade.
Acompanhamos a vida de Chiron em três atos, durante a infância sofrendo bullyng e conhecendo um traficante de bom coração (Mahershala Ali, indicado ao Oscar e ganhador de alguns prêmios), depois na adolescência às voltas com sua sexualidade até chegar a idade adulta, confrontando com uma importante figura de seu passado.
É preciso destacar a atuação de Naomie Harris, como a mãe viciada em drogas de Chiron, que esta ótima em cada fase presente na vida do protagonista.
Também é preciso dizer sobre as reflexões deixadas no seu ato final, quando Chiron adulto enfrenta sua mal resolvida sexualidade em cenas e diálogos carregados de tensão (e por que não tesão) embutidos.
"Moonlight"se sobressai pela coragem de percorrer caminhos pouco trilhados e sua sensibilidade em meio a uma vida truncada de seus personagens é um alento que envolve em cheio o telespectador. 
NOTA___ 8,5


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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

LION

MELÔ

Existem filmes que parecem que são milimetricamente feitos para ganharem indicações nas principais premiações.
Peguem uma história real, muito chororô, trilha sonora melosa , elenco oscilante, muitas lágrimas, quero Oscar.
É bem assim "Lion", baseado no livro "A Longa Estrada para Casa", um dramalhão caracteristico que sempre surge na lista das indicações do Oscar.
Seria melhor apenas existir a primeira parte de "Lion", que mostra como Saroo (Sunny Pawar) se perde de sua família na Índia e enfrenta inúmeros perrengues nas ruas.
O ator mirim dá conta do recado e as situações por ele enfrentada são aflitivas.
Adulto, agora interpretado por Dev Patel, uma jornada se inicia para descobrir o paradeiro de seus familiares, já que foi adotado.
Tudo culmina num reencontro com zero chances de me fazer emocionar, apesar do filme implorar para que você derrame uma lagriminha.
"Lion" é longo demais e a história não ajuda a querer descobrir se Saroo vai encontrar sua família ou não, há de se considerar as interpretações bem qualquer coisa de Patel e Rooney Mara.
A única que me gerou empatia e que esta ótima  é Nicole Kidman, como a mãe adotiva de Saroo. 
Ela não destoa nos dois tempos da narrativa em que esta presente, e não parece estar no piloto automático como nos seus filmes recentes.
NOTA____ 5,0

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terça-feira, fevereiro 07, 2017

ELIS

NASCE UMA ESTRELA

Condensar em um filme a trajetória de uma artista tão conhecida e consagrada como Elis Regina não é tarefa das mais fáceis.
Pois sempre haverá uma omissão de algum fato da vida do cine biografado ou personagens importantes que por conta da duração da produção são descartados, ou talvez, simplesmente para dar um ritmo cadenciado.
Enfim, as difíceis decisões são do cineasta e coube a Hugo Prata a fazê-las.
No entanto, o que incomoda em "Elis" é a transição, por vezes sem emoção e fria, de alguém desconhecido se tornando uma estrela conhecida, completamente o oposto do que era a cantora que transbordava sentimentos.
Acompanhamos a chegada da cantora ao Rio de Janeiro em busca de seu lugar ao sol e passando os perrengues de início de carreira.
Aos poucos ela é notada e com o passar do tempo se torna a melhor artista do Brasil.
A oscilação na vida profissional e na vida pessoal são lembradas (ou não, pois não há menções do encontro dela com Tom Jobim, por exemplo) até seu desfecho com sua morte tão precoce aos 36 anos.
O que se pode perceber ao assistir qualquer apresentação de Elis Regina é o quanto ela era visceral cantando e essa densidade falta a Andréia Horta, pelo menos até a metade do filme.
Andréia encontra um tom que chega muito perto da verdadeira Elis nos palcos, e mesmo dublando (o que me causou muita estranheza no início) acerta nos trejeitos sem parecer caricatural.
O esforço da atriz é visível e  Andréia Horta evolui a medida que Elis Regina se torna mais densa e amarga .
"Elis" fecha tristemente com a morte da cantora mesmo que há nos créditos finais  uma cena  impecável e alegre de Andréia  se esbaldando na personagem.
NOTA___ 8,0

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quinta-feira, janeiro 19, 2017

LA LA LAND

CIDADE DOS SONHOS

Eu amo musicais, acho uma beleza quando personagens param tudo para dançarem e cantarem, e nada mais adequado para o cinema essa quebra de realidade quando bem feita.
Há excessões é claro, "Os Miseráveis", por exemplo, é torturante por justamente ser sisudo ao quadrado. 
"La La Land" é justamente o oposto.
Leve, divertido e gostoso de se assistir, o filme entra com maestria ao lado de ótimos musicais consagrados pois sabe a essência de um bom exemplar do gênero, não ter medo de brisar em suas cenas e nem vergonha de sair da realidade para um número de sapateado.
Mas não entendam errado, em "La La Land" não há nada superficial ou bobo, sua leveza não tem nenhuma relação com algum filme água com açúcar e happy end. 
E isso fascina ainda mais.
Damien Chazelle ( de "Whiplash") comprova por A mais B o quanto talentoso é, e fica evidente que seu talento demonstrado no filme anterior não foi uma leve impressão. Sua câmera capta os melhores ângulos de Los Angeles, flutua graciosamente por personagens e cenários e não recua em momentos mais dramáticos sem lidar aos convencionais takes.
As vidas entrelaçadas de dois aspirantes a artistas, (Emma Stone e Ryan Gosling, esbanjando uma sintonia perfeita ), suas frustrações e sonhos que a uma certa altura parecem inalcancáveis.
É uma identificação espontânea para todos nós que temos qualquer objetivo, por mais difícil que pareça realizá-lo.
Mas qual seria o preço para seu sonho finalmente ser concretizado?

"La La Land" é também repleto de referencias aos musicais clássicos de Hollywood, seja na nostálgica e excelente trilha sonora, nos números de dança e sapateado, ou nos letreiros que abrem e fecham o filme. 
É encantador o amor pulsante do diretor por cinema e isso é perceptível em cenas maravilhosas como na abertura ou dentro do observatório.
Sem parecer anacrônico ou ultrapassado em sua linguagem 'vintage', "La La Land" é uma ode ao amor , em suas diferentes e fascinantes manifestações.

NOTA____ 10
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quarta-feira, janeiro 11, 2017

OS VENCEDORES 2016

"A Bruxa" foi o mais indicado nesse ano, com 10 indicações, sendo ganhador em 5 categorias.
"Aquarius" e "Califórnia" obtiveram 6 indicações para cada um, enquanto "Elle", por fora, foi lembrado em 4.
Vejamos os demais vencedores da premiação dos melhores de 2016: 👍👍👍👍👆👆👆👆👆

MELHOR FILME:   A BRUXA

MELHOR CINEASTA:  ROBERT EGGERS (A BRUXA)

MELHOR ATRIZ: CHARLOTTE RAMPLING (45 ANOS)

MELHOR ATOR: LEONARDO DiCAPRIO

A MAIS SEXY: MORENA BACCARIN (DEADPOOL)

O MAIS SEXY: GARRETT CLAYTON (KING COBRA)
  

REVELAÇÃO:  CAIO HOROWICZ (CALIFÓRNIA)

MELHOR VILÃO: BLACK PHILLIP (A BRUXA)

MELHOR BEIJO: MORENA BACCARIN & RYAN REYNOLDS (DEADPOOL)

MELHOR CENA: O ATAQUE DO URSO (O REGRESSO)

MELHOR ANIMAÇÃO: AS MEMÓRIAS DE MARNIE

MELHOR ROTEIRO: ELLE por David Birke

MELHOR TRILHA SONORA: A BRUXA POR MARK KARVEN

MELHOR FILME DE TERROR/SUSPENSE: A BRUXA

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terça-feira, janeiro 03, 2017

OS MELHORES FILMES DE 2016 - PARTE 2

A segunda parte de minha lista está aqui.✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌

20-  AMORES URBANOS
São Paulo é o cenário perfeito para três jovens e suas desventuras amorosas e dilemas típicos. Quem tem a idade aproximada dos personagens será identificação imediata e se for paulista, o filme encantará ainda mais.

19- RUA CLOVERFIELD, 10
Essa espécie de 'contiuação' de "Cloverfield" mantém algumas características dos filmes de terror de 2016, tensão, claustrofobia e agonia numa situação que parece ser um beco sem saída.
Presa num bunker depois de um acidente, um garota enfrenta a paranóia absoluta de quem a resgatou.

18- DEADPOOL
"Deadpool" é um respiro aliviado depois de dezenas de filmes de super-heróis parecidos e certinhos. Ryan Reynolds esta no clima perfeito e até a bacana trilha sonora acerta na mosca.

17- O PESADELO
Documentário assustador que revela visões e sensações medonhas de algumas pessoas ao redor do mundo que sofrem de paralisia do sono. É, literalmente, de perder o sono as reconstituições dos relatos de quem tem os sintomas.

16- O HOMEM NAS TREVAS
Outra situação onde a tensão e a agonia vão prevalecer. Depois de invadirem a casa de um homem cego, três jovens vão perceber que ele não é o que parece ser. Se o desfecho desanda, até lá "O Homem nas trevas" entrega um filme de deixar os nervos à flor da pele.

15- ÁGUAS RASAS

Outro beco sem saída nos filmes de terror de 2016. Uma garota é encurralada por um enorme tubarão numa praia isolada. E agora, o que fazer para sobreviver? "Águas Rasas" mostrará o que ela fará para sair dessa enrascada.

14- O EXPERIMENTO DE APRISIONAMENTO DE STANFORD
Versão mais aprofundada e infinitamente melhor dos fatos ocorridos em 1971, quando um professor resolve fazer um experimento onde estudantes fingiam estar numa prisão. O resultado é embasbacante.

13- MISTRESS AMERICA
É uma delícia assistir "Mistress America" pois há um pézinho nas comédias românticas feita nos anos 80, incluindo aí uma trilha sonora que remete direto a essas produções. Greta Gerwig continua nos personagens lindamente errantes.

12- O REGRESSO
Leonardo DiCaprio entregou o papel da sua vida e o resultado foi o tão almejado Oscar. Não é por menos, na pele de um homem que supera o mais variado tipo de adversidade em busca de vingança.

11- SOB A SOMBRA
Filme iraniano de terror? Sim e é ótimo e interessante. Mãe e filha, que já enfrentam uma guerra e conflitos familiares, se deparam com espíritos do mal rondado a suas vidas. 

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domingo, janeiro 01, 2017

OS MELHORES FILMES DE 2016 - PARTE 1

O Melhor do que eu assisti em 2016 esta aqui. ✌✌✌✌✌
Muita coisa eu perdi e deixei pra esse ano, assim como muita coisa feita em 2015 assisti no ano passado.
Então, sem delongas, aqui estão os filmes que mais mexeram comigo de alguma forma!

10- ELLE 
Isabelle Hupert esta fabulosa como uma mulher estuprada que não cai no clichê da vítima perturbada ou da busca por vingança.  Apesar do desfecho chocho, "Elle" é excelente.

9- GREEN ROOM
Angústia e claustrofobia absoluta poderiam resumir "Green Room". Uma banda fica encurralada no meio do nada por um bando de neonazistas. Um dos últimos filmes de  Anton Yeltchin antes de falecer tão precocemente. 

8- OS 8 ODIADOS
Tarantino quer se aposentar e sinceramente espero que seja uma mentira depois de assistir a "Os 8 Odiados". Diálogos e atuações de primeira qualidade adicionado num roteiro repleto de reviravoltas de cair o queixo.

7- INVASÃO ZUMBI
Quem diria que um sensacional filme de zumbi viria da Coreia do Sul? Pois é isso mesmo e prepare-se para segurar seu fôlego de pura tensão dentro do trem em meio a uma infestação de zumbis. E o melhor disso tudo? O filme comove sem ser brega ou fora do tom. 

6- O LAMENTO
Não é fácil apreciar "O Lamento" logo de primeira. Sua duração excessiva, personagens pitorescos, roteiro por vezes confuso pode sim afugentar muita gente. Mas tenham paciência pois tudo será esclarecido e sim, você terá uma experiência apavorante.

5- 45 ANOS
 "45 Anos" tem um dos desfechos mais impactantes que já vi. Charlotte Rampling esta soberba confrontando o passado do marido de frente e sem desviar os olhos.
E "Smoke gets in your Eyes" não sairá da sua cabeça tão cedo.

4- BODY
É da Polônia essa mistura de comédia, drama e pitadas de suspense que, por incrível que pareça, dá muito certo. Morte, vida, família, espiritualidade são as questões levantadas de uma forma desconcertante mas com um frescor que me surpreendeu.

3- CALIFÓRNIA  
Doce e nostálgico, "Califórnia" encanta pela simplicidade e ternura de Marina Person pelo seus personagens e por consequência o filme inteiro. Trilha sonora incrível que mais parece outro personagem (querido) em cena. 

Sônia Braga irradia todas as cenas em que aparece em "Aquarius" como Clara. Repleto de diálogos bem construídos, direção inspirada e mais um exemplo onde a ótima trilha sonora é quase como mais um crucial personagem no filme.  

Nada mexeu tanto comigo como "A Bruxa". Sua atmosfera opressora e sufocante me perturbou verdadeiramente. No entanto, não é  uma produção de terror simplista feita unicamente para levar sustos, muito ali se é discutido e questionado. Como um todo, é cinema de primeira grandeza.

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