quinta-feira, janeiro 19, 2017

LA LA LAND

CIDADE DOS SONHOS

Eu amo musicais, acho uma beleza quando personagens param tudo para dançarem e cantarem, e nada mais adequado para o cinema essa quebra de realidade quando bem feita.
Há excessões é claro, "Os Miseráveis", por exemplo, é torturante por justamente ser sisudo ao quadrado. 
"La La Land" é justamente o oposto.
Leve, divertido e gostoso de se assistir, o filme entra com maestria ao lado de ótimos musicais consagrados pois sabe a essência de um bom exemplar do gênero, não ter medo de brisar em suas cenas e nem vergonha de sair da realidade para um número de sapateado.
Mas não entendam errado, em "La La Land" não há nada superficial ou bobo, sua leveza não tem nenhuma relação com algum filme água com açúcar e happy end. 
E isso fascina ainda mais.
Damien Chazelle ( de "Whiplash") comprova por A mais B o quanto talentoso é, e fica evidente que seu talento demonstrado no filme anterior não foi uma leve impressão. Sua câmera capta os melhores ângulos de Los Angeles, flutua graciosamente por personagens e cenários e não recua em momentos mais dramáticos sem lidar aos convencionais takes.
As vidas entrelaçadas de dois aspirantes a artistas, (Emma Stone e Ryan Gosling, esbanjando uma sintonia perfeita ), suas frustrações e sonhos que a uma certa altura parecem inalcancáveis.
É uma identificação espontânea para todos nós que temos qualquer objetivo, por mais difícil que pareça realizá-lo.
Mas qual seria o preço para seu sonho finalmente ser concretizado?

"La La Land" é também repleto de referencias aos musicais clássicos de Hollywood, seja na nostálgica e excelente trilha sonora, nos números de dança e sapateado, ou nos letreiros que abrem e fecham o filme. 
É encantador o amor pulsante do diretor por cinema e isso é perceptível em cenas maravilhosas como na abertura ou dentro do observatório.
Sem parecer anacrônico ou ultrapassado em sua linguagem 'vintage', "La La Land" é uma ode ao amor , em suas diferentes e fascinantes manifestações.

NOTA____ 10
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quarta-feira, janeiro 11, 2017

OS VENCEDORES 2016

"A Bruxa" foi o mais indicado nesse ano, com 10 indicações, sendo ganhador em 5 categorias.
"Aquarius" e "Califórnia" obtiveram 6 indicações para cada um, enquanto "Elle", por fora, foi lembrado em 4.
Vejamos os demais vencedores da premiação dos melhores de 2016: 👍👍👍👍👆👆👆👆👆

MELHOR FILME:   A BRUXA

MELHOR CINEASTA:  ROBERT EGGERS (A BRUXA)

MELHOR ATRIZ: CHARLOTTE RAMPLING (45 ANOS)

MELHOR ATOR: LEONARDO DiCAPRIO

A MAIS SEXY: MORENA BACCARIN (DEADPOOL)

O MAIS SEXY: GARRETT CLAYTON (KING COBRA)
  

REVELAÇÃO:  CAIO HOROWICZ (CALIFÓRNIA)

MELHOR VILÃO: BLACK PHILLIP (A BRUXA)

MELHOR BEIJO: MORENA BACCARIN & RYAN REYNOLDS (DEADPOOL)

MELHOR CENA: O ATAQUE DO URSO (O REGRESSO)

MELHOR ANIMAÇÃO: AS MEMÓRIAS DE MARNIE

MELHOR ROTEIRO: ELLE por David Birke

MELHOR TRILHA SONORA: A BRUXA POR MARK KARVEN

MELHOR FILME DE TERROR/SUSPENSE: A BRUXA

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terça-feira, janeiro 03, 2017

OS MELHORES FILMES DE 2016 - PARTE 2

A segunda parte de minha lista está aqui.✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌✌

20-  AMORES URBANOS
São Paulo é o cenário perfeito para três jovens e suas desventuras amorosas e dilemas típicos. Quem tem a idade aproximada dos personagens será identificação imediata e se for paulista, o filme encantará ainda mais.

19- RUA CLOVERFIELD, 10
Essa espécie de 'contiuação' de "Cloverfield" mantém algumas características dos filmes de terror de 2016, tensão, claustrofobia e agonia numa situação que parece ser um beco sem saída.
Presa num bunker depois de um acidente, um garota enfrenta a paranóia absoluta de quem a resgatou.

18- DEADPOOL
"Deadpool" é um respiro aliviado depois de dezenas de filmes de super-heróis parecidos e certinhos. Ryan Reynolds esta no clima perfeito e até a bacana trilha sonora acerta na mosca.

17- O PESADELO
Documentário assustador que revela visões e sensações medonhas de algumas pessoas ao redor do mundo que sofrem de paralisia do sono. É, literalmente, de perder o sono as reconstituições dos relatos de quem tem os sintomas.

16- O HOMEM NAS TREVAS
Outra situação onde a tensão e a agonia vão prevalecer. Depois de invadirem a casa de um homem cego, três jovens vão perceber que ele não é o que parece ser. Se o desfecho desanda, até lá "O Homem nas trevas" entrega um filme de deixar os nervos à flor da pele.

15- ÁGUAS RASAS

Outro beco sem saída nos filmes de terror de 2016. Uma garota é encurralada por um enorme tubarão numa praia isolada. E agora, o que fazer para sobreviver? "Águas Rasas" mostrará o que ela fará para sair dessa enrascada.

14- O EXPERIMENTO DE APRISIONAMENTO DE STANFORD
Versão mais aprofundada e infinitamente melhor dos fatos ocorridos em 1971, quando um professor resolve fazer um experimento onde estudantes fingiam estar numa prisão. O resultado é embasbacante.

13- MISTRESS AMERICA
É uma delícia assistir "Mistress America" pois há um pézinho nas comédias românticas feita nos anos 80, incluindo aí uma trilha sonora que remete direto a essas produções. Greta Gerwig continua nos personagens lindamente errantes.

12- O REGRESSO
Leonardo DiCaprio entregou o papel da sua vida e o resultado foi o tão almejado Oscar. Não é por menos, na pele de um homem que supera o mais variado tipo de adversidade em busca de vingança.

11- SOB A SOMBRA
Filme iraniano de terror? Sim e é ótimo e interessante. Mãe e filha, que já enfrentam uma guerra e conflitos familiares, se deparam com espíritos do mal rondado a suas vidas. 

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domingo, janeiro 01, 2017

OS MELHORES FILMES DE 2016 - PARTE 1

O Melhor do que eu assisti em 2016 esta aqui. ✌✌✌✌✌
Muita coisa eu perdi e deixei pra esse ano, assim como muita coisa feita em 2015 assisti no ano passado.
Então, sem delongas, aqui estão os filmes que mais mexeram comigo de alguma forma!

10- ELLE 
Isabelle Hupert esta fabulosa como uma mulher estuprada que não cai no clichê da vítima perturbada ou da busca por vingança.  Apesar do desfecho chocho, "Elle" é excelente.

9- GREEN ROOM
Angústia e claustrofobia absoluta poderiam resumir "Green Room". Uma banda fica encurralada no meio do nada por um bando de neonazistas. Um dos últimos filmes de  Anton Yeltchin antes de falecer tão precocemente. 

8- OS 8 ODIADOS
Tarantino quer se aposentar e sinceramente espero que seja uma mentira depois de assistir a "Os 8 Odiados". Diálogos e atuações de primeira qualidade adicionado num roteiro repleto de reviravoltas de cair o queixo.

7- INVASÃO ZUMBI
Quem diria que um sensacional filme de zumbi viria da Coreia do Sul? Pois é isso mesmo e prepare-se para segurar seu fôlego de pura tensão dentro do trem em meio a uma infestação de zumbis. E o melhor disso tudo? O filme comove sem ser brega ou fora do tom. 

6- O LAMENTO
Não é fácil apreciar "O Lamento" logo de primeira. Sua duração excessiva, personagens pitorescos, roteiro por vezes confuso pode sim afugentar muita gente. Mas tenham paciência pois tudo será esclarecido e sim, você terá uma experiência apavorante.

5- 45 ANOS
 "45 Anos" tem um dos desfechos mais impactantes que já vi. Charlotte Rampling esta soberba confrontando o passado do marido de frente e sem desviar os olhos.
E "Smoke gets in your Eyes" não sairá da sua cabeça tão cedo.

4- BODY
É da Polônia essa mistura de comédia, drama e pitadas de suspense que, por incrível que pareça, dá muito certo. Morte, vida, família, espiritualidade são as questões levantadas de uma forma desconcertante mas com um frescor que me surpreendeu.

3- CALIFÓRNIA  
Doce e nostálgico, "Califórnia" encanta pela simplicidade e ternura de Marina Person pelo seus personagens e por consequência o filme inteiro. Trilha sonora incrível que mais parece outro personagem (querido) em cena. 

Sônia Braga irradia todas as cenas em que aparece em "Aquarius" como Clara. Repleto de diálogos bem construídos, direção inspirada e mais um exemplo onde a ótima trilha sonora é quase como mais um crucial personagem no filme.  

Nada mexeu tanto comigo como "A Bruxa". Sua atmosfera opressora e sufocante me perturbou verdadeiramente. No entanto, não é  uma produção de terror simplista feita unicamente para levar sustos, muito ali se é discutido e questionado. Como um todo, é cinema de primeira grandeza.

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sexta-feira, dezembro 23, 2016

O LAMENTO

MAU AGOURO

Assistir "O Lamento" é como estar hipnotizado. São 2 horas e cacetadas de filme que você praticamente não sente passar devido ao poder do roteiro e suas estranhezas embutidas.
Mas de antemão logo afirmo, não é uma produção fácil e sim, deixará várias questões no ar e perguntas aparentemente sem respostas.
A simbologia cristã é o que mais se destaca mas há elementos orientais presentes, o que pode confundir e dar um nó na cabeça do expectador, aliás, dualidade é a palavra de ordem em "O Lamento", o que é o mal e o que é o bem podem estar juntos e misturados.
O cenário é um cidade interiorana da Coréia do Sul, uma paisagem bucólica  que contraponta com os eventos sinistros que surgem.
Misteriosos assassinatos e uma lenda urbana local acabam convergindo deixando o investigador do caso intrigado (Do-Won Kwak). Um estranho que recentemente chegou ao vilarejo também parece estar envolvido e um xamâ chega ao local para ajudar a filha do investigador que esta aparentemente possuída.
Mas são tantos desdobramentos que sabiamente o diretor não tem a menor pressa em demonstra-los, o que pode deixar tanto o protagonista quanto a gente  perdidos, mas ansiosos para saber o que irá acontecer.
A despeito do intricado roteiro, as qualidades de "O Lamento" são notáveis, desde a fotografia, atuações e trilha sonora. A direção de Na Hong-Jin é certeira, apesar de que achei algumas cenas desnecessárias ou compridas demais, uma edição mais coesa não permitiria sentir essa falha. 
Mesmo assim, é um pequenino detalhe diante de tantos acertos, e novamente repito, o seu roteiro é ótimo e bem complexo.
É como assistir pela primeira vez "Mulholland Drive", a obra-prima de David Lynch que possuía esse aspecto de quebra-cabeça e cenas indecifráveis.
O segredo é rever o filme com mais atenção, ou mesmo procurar explicações fora, e tenho certeza que a experiência será recompensadora ,e no caso de "O Lamento", mais assustadora.

NOTA_____ 8,5
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sexta-feira, dezembro 16, 2016

FLORENCE- QUEM É ESSA MULHER?

TALENTO INSUSPEITO

Meryl Streep novamente se dedica de corpo e alma a uma atuação e entrega uma personagem que desperta as mais diferentes reações e sentimentos.
Florence Foster Jenkins realmente existiu, era uma senhora rica que esbanjava generosidade com a sua bufunfa, e talvez por isso, ninguém realmente tinha coragem de dizer a ela que era uma cantora terrível.
Apaixonada por música clássica, Florence encasquetou que era uma soprano maravilhosa sendo que sua voz era horrível e provocava acessos de risos.
O diretor Stephen Frears acentuou o ridículo da situação, o que rendeu cenas incrivelmente engraçadas das apresentações da mulher.
Meryl se esforça e da todo o seu talento para compor Florence, seja na hora do escracho ou no seu dia a dia, casada com um homem mais novo (Hugh Grant, também ótimo) que a trai sem cerimônia.
O pianista que a acompanha nas suas apresentações também é interpretado lindamente por Simon Helberg, que faz o que  pode para proteger Florence do ridículo quando ela decide soltar a voz no prestigiado e requintado Carnegie Hall, a frente de milhares de pessoas.
"Florence- Quem é essa Mulher?",  é uma produção divertida que tem a sorte de contar com um elenco afiadíssimo, e com uma Meryl Streep completamente submersa na personagem.

NOTA _____8,0
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sábado, dezembro 10, 2016

INVASÃO ZUMBI

TREM DOS MORTOS

Esqueçam o banho-maria insuportável que é a série "The Walking Dead". A verdadeira revitalização na zumbizada na cultura pop é "Invasão Zumbi".
E não é exagero gratuito, desde a refilmagem "Madrugada dos Mortos" e o primeiro "[REC]" que não se assistia um filme tão enérgico, assustador, empolgante e muitas vezes até emocionante.
Talvez por tanto tempo sem nenhuma novidade no front dos mortos-vivos , o impacto que é assistir "Invasão Zumbi" acaba sendo tremendo.
Vindo da Coréia do Sul, o filme começa retratando o difícil relacionamento entre pai e filha (a ótima e fofa Soo-an Kim). Depois de relutar, ele aceita o pedido da garota em encontrar a mãe no cidade de Busan, e assim vão de trem.
Mas paralelamente algo muito estranho começa a acontecer, uma horda de pessoas infectadas por algo que as matam e depois as revivem com fúria descomunal invade a país, e infelizmente chega também dentro dos vagões do trem.
A partir daí será uma luta incessante para sobreviver, com inúmero contratempos e situações de tensão máxima.

Lendo o resumo da história, poderíamos não enxergar o quanto "Invasão Zumbi" tem em seus detalhes originalidade em seu roteiro. Os zumbis em si são aqueles ágeis que já vimos em "Madrugada dos Mortos" ou "Exterminio", mas talvez a direção bem objetiva de Sang-Ho Yoan e as situações que o roteiro encontra por conta da ameaça é que deixa o filme extremamente  prazeroso em assisti-lo.
São momentos de aflição incessante e tudo será conduzido para um final satisfatório que poderia em mãos afetadas soar piegas, mas tudo sai perfeito, comovente até.
É preciso ser dito que "Invasão Zumbi" tem doses pontuais de drama, principalmente relacionado a pai e filha, que nos pega de surpresa por não soar fora do tom do filme. 
Tudo esta em harmonia, seja na hora do terror, seja na hora do drama. 
Com certeza é um dos destaques desse ano, "Invasão Zumbi" não te deixa um minuto sequer desatento ao que acontece aos personagens e naturalmente, nos afeiçoamos a eles.
O problema é que o diretor não tem o menor problema em eliminá-los quando bem entender.

NOTA _____9,0
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sexta-feira, novembro 25, 2016

SOB A SOMBRA

SOB PRESSÃO

Um filme de horror feito no Irã é bem atípico e, que eu saiba, há poucas produções desse gênero feitos naqueles bandas.
E é esse diferencial que torna "Sob a Sombra" ainda mais interessante, já que seu roteiro e desenvolvimento por si só sustenta com excelência o interesse (e sustos).
Shideh (Narges Rashid)  esta sob pressão por tudo quanto é lado, não bastasse estar na iminência de um ataque de bombas mandadas pelo Iraque (o conflito entre os países durou anos), seu marido médico é convocado para ajudar os feridos longe da cidade onde vivem, Teerã.
No pequeno edifício onde vivem, os moradores aos poucos vão deixando a cidade pelo medo do bombardeio, deixando mãe e filha cada vez mais isoladas.
Nisso tudo, Dorsa (Avin Manshadi) começa a ouvir barulhos estranhos pela casa, a mãe à principio deduz que seja a imaginação fértil da garota, mas começa a perceber que algo maligno espreita a sua filha.

"Sob a Sombra" introduz a lenda dos Djinns, que é da mitologia árabe,  são espíritos ancestrais que no ocidente acabou conhecido como gênios.
Esqueçam aquele simpático mostrado no "Alladin", aqui as criaturas são maléficas, capazes de tornar a forma humana e a invisível.
Apesar dos efeitos serem modestos, não há nada feito nas coxas, a aparição das criaturas são assustadoras e bem simples tecnicamente (a cena sob o lençol é de arrepiar), bem longe do modo hollywoodiano de se tentar assustar .
O diretor Babak Anvari é alguém pra ficar de olho pois logo em sua primeira produção, conseguiu administrar muito bem o horror e o drama, sem pender ou salientar um lado, tornando "Sob a Sombra", um filme mais que recomendável.
NOTA______ 8,5
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